Votação por aclamação confirma Guterres para secretário-geral da ONU

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Mundo Lusíada
Com agencias

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou uma votação formal nesta quinta-feira para confirmar o nome do português António Guterres como candidato, recomendado pelo órgão, ao cargo de novo secretário-geral da ONU.

A votação, por aclamação, foi anunciada pelo presidente rotativo do Conselho, e embaixador da Rússia, Vitaly Churkin. O diplomata informou que o Conselho de Segurança recomenda à Assembleia Geral que António Guterres seja nomeado secretário-geral da ONU para o período de 1 de janeiro de 2017 a 31 dezembro de 2021.

O presidente do órgão disse aos jornalistas que o processo foi “justo, que foi encorajada a candidatura de mulheres e que 50% dos candidatos eram mulheres.

Mas Churkin afirmou que foi consenso entre os Estados-membros do Conselho de Segurança que “o mais importante era ter o melhor candidato disponível, que é António Guterres”.

Para o embaixador russo, espera-se que esse “sinal de unidade” do órgão seja traduzido na Assembleia Geral e garantiu que Guterres “pode contar com o apoio do Conselho de Segurança nos próximos cinco anos”, bem como dos Estados-membros da ONU.

Guterres já foi primeiro-ministro de Portugal e alto comissário da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, durante 10 anos.

Em Lisboa, o futuro secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que sente “humildade e gratidão”, em seu primeiro pronunciamento. Ele agradeceu a confiança dos membros do Conselho, e mencionou a “emoção” com a “unanimidade” e “consenso” do Conselho de Segurança em torno da sua candidatura. Guterres disse que encara com “humildade” os desafios que o esperam, “necessária para servir”.

“Escolha esplêndida”
Na Itália, onde está em visita oficial, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, parabenizou o ex-primeiro-ministro António Guterres.

Na quarta-feira, os países-membros do Conselho de Segurança informaram a decisão de recomendar o nome do ex-primeiro-ministro de Portugal para ser o novo secretário-geral da ONU.

O anúncio foi feito pelo embaixador da Rússia e presidente rotativo do órgão durante o mês de outubro, Vitaly Churkin. Ele falou a jornalistas que, após a sexta rodada de votações preliminares no Conselho de Segurança, o órgão tinha um “claro favorito e que o nome dele era António Guterres”.

Ban afirmou que conhece Guterres “muito bem” e declarou considerá-lo uma “escolha esplêndida”. O secretário-geral citou o “serviço extraordinário” de Guterres como alto comissário da ONU para Refugiados onde, segundo Ban, ele mostrou “profunda compaixão pelas milhões de pessoas que foram forçadas a fugir de suas casas”.

De acordo com o chefe das Nações Unidas, o ex-chefe da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, trabalhou sem parar para criar operações eficazes de assistência.

Para Ban, a “experiência de Guterres como primeiro-ministro de Portugal, seu amplo conhecimento de assuntos globais e sua inteligência lhe servirão bem na liderança das Nações Unidas em um período crucial”.

O secretário-geral citou ainda a garantia de uma “transição suave” e lhe desejou sucesso. O chefe da ONU declarou ainda ter certeza se que Guterres carregará a tocha com toda a variedade de desafios, do fortalecimento das operações de paz à realizada do desenvolvimento sustentável, defesa dos direitos humanos e alívio do sofrimento humano.

Para Ban, como o nono homem a servir como secretário-geral, Guterres tem uma responsabilidade especial para incluir: apoiar a autonomia das mulheres e meninas do mundo. “Há muito trabalho pela frente”, disse Ban Ki-moon, prometendo continuar a “trabalhar duro em todas essas frentes até o último minuto do último dia de seu mandato”.

Também o presidente português voltou a falar hoje de Guterres como “um momento histórico para Portugal” e uma oportunidade para reformar a ONU. “As Nações Unidas têm agora uma oportunidade única para se repensarem, para se reverem, para se reformarem ao serviço da comunidade internacional”, considerou Marcelo Rebelo de Sousa, numa declaração aos jornalistas.

Marcelo Rebelo de Sousa reagiu com “três palavras” à decisão do Conselho de Segurança da ONU, “a primeira de louvor, a segunda de esperança e a terceira de orgulho”.

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