Exemplo de Portugal para gestão de resíduos sólidos apresentado em SP

Da Redação

Na semana passada, o governo de São Paulo realizou o encontro técnico “Regionalização e novas rotas tecnológicas: experiências de Portugal no setor de resíduos sólidos urbanos”. A reunião ocorreu nas instalações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

“Poucos anos atrás, Portugal estava pior do que estamos hoje em nosso Estado e agora é referência mundial. Por isso, é muito proveitosa e propícia essa troca de experiências. Um momento de aprendermos e planejar onde queremos chegar”, destacou o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, na abertura do evento.

O encontro foi promovido pelo Comitê de Integração de Resíduos Sólidos (CIRS), da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado (SIMA).

Segundo Walter Plácido Júnior, responsável pelo “Benchmarking Portugal”, há 23 anos o país europeu tinha uma situação dramática com lixões e atualmente é um exemplo para o continente e o mundo. “Não existe a melhor tecnologia. Existe a tecnologia que nos interessa. Precisamos de um planejamento factível estruturando consórcios de modo que funcionem com capacidade e modelos financeiros que se sustentem”, enfatizou.

Execução

O presidente da Águas do Alto Ninho, Carlos Martins, apresentou a estruturação institucional estabelecida por Portugal para solucionar a questão dos resíduos na nação. O especialista ressaltou a importância da vontade política, assim como um plano de execução, análise financeira e monitoramento da execução.

“O Estado entendeu que era hora de ter um papel mais proativo. Hoje, em Portugal, 91% da população pode beber água da torneira, direto, com total segurança. Os municípios fazem apenas a coleta e entregam seus resíduos aos consórcios. Mas os municípios não são só clientes, são também acionistas”, afirmou.

O executivo apresentou a infraestrutura para coleta dos resíduos produzidos pelas cidades como os ecocentros, estações de tratamento e de transferência, assim como a estrutura de logística reversa estabelecida por setor: hospitalar, urbano, industrial, agrícola, específicos e de construção.

De acordo com o presidente da parceria portuguesa pela Água, João Simão Pires, que apresentou os aspectos econômicos, financeiros e tarifários na prestação dos serviços públicos de gestão de resíduos é importante estabelecer condições sustentáveis. “Gerir resíduos como tudo na vida também tem custos. É importante criar condições para que os recursos sejam otimizados tanto para o contribuinte quanto o utilizador e o consumidor”, explicou.

Soluções

Para o coordenador do CIRS, José Valverde Filho, foi estabelecido como lema o foco na regionalização e a experiência de Portugal se assemelha muito pelas soluções aplicadas na formação de soluções regionalizadas.

Os participantes puderam participar com perguntas para os portugueses. O evento também contou com a presença de técnicos da casa e do secretário-executivo da SIMA, Luiz Ricardo Santoro. “Essa troca de experiência é fundamental para nós, que, na prática, estamos somente começando a inovar e todos aqui só têm a ganhar com essa iniciativa”, explicou.

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