Web Summit: Governo quer tornar Portugal num “centro global de inovação”

[Atualizado 11/11/2025]

Neste dia 10, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou, na inauguração da Web Summit, que pretende “tornar Portugal num centro global de inovação”, criando um “ambiente regulatório favorável” ao investimento.

“A revolução digital oferece uma oportunidade histórica para criar novas indústrias, novos empregos e nova prosperidade”, disse o governante, em Lisboa. “Portugal está a construir um Estado mais inteligente, mais rápido e mais responsivo que antecipa necessidades e produz resultados para os cidadãos e as empresas. O nosso objetivo é claro: um Estado ágil, transparente e inteligente, que transforma a informação em ação e os desafios em oportunidades”, afirmou o Ministro Adjunto.

Gonçalo Matias mencionou também o Large Language Model (LLM) português, o Amália, afirmando querer “dar a cada aluno um tutor de inteligência artificial (IA), que ouve, orienta e inspira a aprendizagem”.

O Governo vai garantir um ambiente regulatório estável e favorável ao investimento, com forte compromisso com a transformação digital e a IA como pilares de crescimento.

A Estratégia Nacional para Data Centers vai atrair dezenas de milhares de milhões de euros em investimento. Uma cloud nacional garantirá independência, confiança e segurança. “A transformação digital é construída por pessoas. Um Estado digital não pode prosperar sem cidadãos digitais”, sublinhou o Ministro.

O Pacto para as Competências Digitais tem como meta formar mais de dois milhões de cidadãos até 2030, em competências digitais básicas e avançadas.

Portugal está a candidatar-se a acolher gigafábricas de IA europeias, num investimento superior a 16 mil milhões de euros. Estes projetos vão reforçar a soberania digital europeia e nacional, unindo empresas tecnológicas nacionais e internacionais para moldar o futuro da IA e da indústria avançada na Europa.

Web Summit arranca em Lisboa na segunda-feira, com mais de 900 oradores e 70.000 participantes, de acordo com dados da organização, numa iniciativa onde a inteligência artificial (IA) continua em destaque.

Altos preços

A Web Summit volta a impulsionar o setor hoteleiro em Lisboa, com boas taxas de ocupação, a preços altos, mas com a procura mais concentrada só nos dias do evento.

Questionada pela Lusa, a vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, disse que, como em edições anteriores, “a grande maioria dos participantes da Web Summit concentra-se em Lisboa, as zonas limítrofes registam apenas efeitos residuais”.

Sem avançar ainda dados concretos para este ano, a responsável lembrou que o inquérito “Balanço da Web Summit 2024”, realizado pela AHP, indicou que a taxa média de ocupação na hotelaria lisboeta durante a semana do evento no ano passado fixou-se nos 88%, um ponto percentual acima de 2023.

“Apesar de uma ligeira moderação na procura, a cidade manteve uma ‘performance’ sólida durante o maior evento tecnológico da Europa”, lembrou.

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