UE lança com Brasil e China coligação para harmonizar mercados de carbono

 A União Europeia (UE) lançou com o Brasil e a China uma nova coligação para harmonizar os mercados de carbono a nível mundial e criar um novo padrão global através de uma plataforma comum de contabilidade, verificação e medição.

Em comunicado, hoje divulgado, a Comissão Europeia referiu que a “Coligação Aberta para Mercados Regulados de Carbono” foi lançada oficialmente na quinta-feira, numa cerimônia em Florença, Itália, que contou igualmente com representantes do Brasil e da China.

“Esta nova iniciativa visa reforçar a cooperação global em termos de preços de carbono”, indicou o executivo comunitário.

De acordo com a mesma nota informativa, a coligação vai permitir “aumentar a eficácia, transparência e integridade dos mercados de carbono” em todo o mundo, com o intuito de garantir que se cumpre o acordo climático de Paris, firmado em 2015.

“A coligação envia um forte sinal do compromisso partilhado com este acordo global e com uma cooperação multilateral renovada. Além disso, reforça o papel dos mercados de carbono como um pilar central da transição global para a neutralidade climática, ao mesmo tempo que apoia a modernização económica e a competitividade”, referiu ainda a Comissão Europeia.

Na prática, frisou o executivo comunitário, esta coligação vai garantir que a medição, relato e verificação dos mercados de carbono sejam mais transparentes e interoperáveis entre os diferentes mercados que integram esta iniciativa, criando uma “plataforma para a cooperação” e para “reforçar as políticas de fixação de preço do carbono”.

Lançada inicialmente pela UE, China e Brasil, a coligação está aberta à adesão de novos países, desde que tenham mercados nacionais de carbono, sejam taxas ou sistemas de comércio de emissões.

“A Nova Zelândia e a Alemanha são os primeiros países a aderir como membros, seguindo o exemplo da UE, do Brasil e da China, prevendo-se que vários outros se juntem brevemente”, indicou o comunicado, acrescentando que “autoridades subnacionais que operem um sistema de fixação de preços de carbono”, como o estado norte-americano da Califórnia, poderão participar nesta coligação como membros observadores.

A Comissão Europeia informou que o Brasil vai presidir à coligação nos primeiros dois anos, com o executivo comunitário e a China a assumirem as vice-presidências.

“Os próximos passos incluem a criação do Secretariado da Coligação e a elaboração de um plano de trabalho a ser adotado na Conferência do Mercado de Carbono, que terá lugar em 15 de setembro de 2026 em Wuhan, na China”, destacou ainda a Comissão Europeia.

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