Da Redação
Com Lusa

Xanana Gusmão falava na primeira conferência regional da Iniciativa da Transparência da Indústria Extrativa, que terminou em 26 de agosto em Díli.
Lembrando que o Fundo Petrolífero de Timor-Leste é de atualmente 8,3 bilhões de dólares e está classificado como o terceiro mais transparente do mundo, Xanana Gusmão explicou também aos participantes na conferência as alterações à Lei do Fundo Petrolífero.
“A alteração efetuada foi aprovada no sentido de melhorar, ainda mais, a boa governação e a transparência do Fundo Petrolífero (…) baseado num elevado nível de transparência e de gestão de contas”, afirmou.
Uma das alterações à lei permite dar 10% do valor do fundo como garantia para contratos de empréstimos que podem ser feitos para a “construção de infraestruturas estratégicas para o desenvolvimento do país”, disse.
“Por tudo isto, estamos, senhoras e senhores, qualificados como país habilitado a assistir a região Ásia-Pacífico, mas também por exemplo a África Lusófona, na implementação local dos critérios internacionais de transparência”, salientou.
Segundo o primeiro-ministro timorense, se os recursos não forem geridos com responsabilidade as empresas estrangeiras não investem no país.
“O desafio que vos proponho é o de discutirmos abertamente a nossa visão sobre como podemos transformar as riquezas extraídas da nossa terra em benefícios concretos para as nossas populações”, desafiou o primeiro-ministro timorense.
Página na Internet
A partir deste dia, o governo de Timor-Leste tem uma página na Internet que disponibiliza informações sobre a forma como o dinheiro do orçamento do Estado e financiamentos dos parceiros internacionais são gastos.
A apresentação da página, que pode ser consultada em http://www.transparency.gov.tl/, foi feita pela ministra das Finanças timorense, Emília Pires, durante a primeira conferência regional sobre a Iniciativa da Transparência das Indústrias Extrativas.
Além de poder consultar o destino do dinheiro do Estado timorense, o público pode também obter informações sobre concursos públicos, candidatos selecionados e os valores envolvidos, bem como saber a evolução do programa de governo e quem são os seus beneficiários.
Segundo a ministra Emília Pires, o “Portal de Transparência permite o acompanhamento em tempo real do Orçamento e da sua execução”.
O portal vai “fornecer informações de que o público necessita para entender as razões de uma compra, saber quem beneficiará dela e conhecer os fatos e os números por detrás de cada transação”, explicou a ministra das Finanças.
Com o portal, a ministra das Finanças pretende responder à “contra-informação e à manipulação política” com fatos.
Emília Pires considerou também que o portal vai contribuir para a “consolidação da paz” no país. “É assim que a transparência consolida a estabilidade, sendo a estabilidade apoiada por sistemas transparentes e por uma governação boa e aberta”, disse.




