Secretaria das Comunidades assina com sindicatos para criar correção cambial e compensar trabalhadores

Da Redação

O secretário das Comunidades, no Consulado de Portugal SP.
O secretário das Comunidades, no Consulado de Portugal SP.

O Governo, através do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, assinou com oito sindicatos as atas de negociação coletiva sobre a criação de um mecanismo de correção cambial que permitirá compensar os trabalhadores do Estado português no estrangeiro quando ocorra uma desvalorização do euro.

O Secretário de Estado, José Luís Carneiro, anunciou a conclusão do acordo estabelecido com a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), o Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE), a Federação Nacional de Educação (FNE), o Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL), o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estados (STE), o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE), a Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) e a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP).

O mecanismo de correção cambial vai permitir compensar os efeitos de uma eventual desvalorização do euro, corrigindo assim uma injustiça relativa nas condições de remuneração e abonos dos trabalhadores do Estado português no estrangeiro, nomeadamente dos funcionários consulares, dos professores de português, dos funcionários dos centros culturais do Instituto Camões, da AICEP e do Turismo de Portugal, abrangendo um universo de cerca de 800 pessoas.

“Concluímos um processo que teve em vista garantir uma maior justiça, uma maior equidade nas condições de remuneração a todos aqueles que servem, muitas vezes em circunstâncias difíceis, o Estado português”, referiu, a propósito, José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Comunicado
O Sindicato dos Trabalhadores Consulares e Missões Diplomáticas divulgou comunicado sobre o “acordo histórico”.

“A maratona negocial de 20 dias entre o MNE e o STCDE (sindicato que representa 80% dos trabalhadores das embaixadas, postos consulares, centros culturais do Instituto Camões e delegações da AICEP no estrangeiro) culminou dia 22 com a assinatura do primeiro acordo que implementa um mecanismo permanente de compensação da variação cambial, que vem dar resposta a um problema que só existe para estes trabalhadores no estrangeiro: a previsibilidade e estabilidade das suas remunerações, fixadas em euros, e pagas em moeda local”.

Segundo o órgão, outras reivindicações não atendidas, como carga horária de 44 horas dos trabalhadores das residências oficiais do Estado no estrangeiro, o empobrecimento mensal dos trabalhadores no Brasil, que recebem em reais e pagam IRS em euros, podem ser objeto da mesma atenção do governo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

Países Africanos, FMI, Banco Mundial e o Sistema da Dívida

Por José Menezes Gomes Esse artigo pretende abordar como países distantes geograficamente, que aparentemente teriam características diferentes poderiam ter algo em comum com grande impacto sobre suas dimensões econômicas e sociais. Recentemente enviei um artigo, que tratava da divida pública

Leia mais »