Da Redação

O primeiro embarque deverá acontecer na primeira quinzena de dezembro, reunindo cargas de cerca de 20 empresas cearenses. As cargas sairão do Porto de Fortaleza direto para os Portos da Praia e do Mindelo, localizados no arquipélago de Cabo Verde, reduzindo de 45 dias para 7 dias o tempo de chegada das cargas ao continente africano.
“Antes essa carga saía de navio do Brasil passando por diferentes portos, seguia para a Europa e outro navio as levava para Cabo Verde e demais países da costa Oeste da África”, destaca Roberto Marinho, diretor da Ceará Trade Brasil, empresa articuladora da nova rota. Entre os produtos a serem exportados para a África estão: aço, cerâmica, argamassa para cerâmica, sucos, tintas, farinha de trigo, calçados, cosméticos, plásticos e utilidades, massas e biscoitos, móveis, máquinas e equipamentos, alimentos e bebidas.
Estima-se um volume mensal de exportação entre 2.000 e 3.000 toneladas, parte delas já em processo de contratação. “Além de empresas do Ceará, a rota atenderá às demandas de todo o Nordeste, estimulando a navegação de cabotagem”, destaca o presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda.
José Maria Zanocchi, presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará, uma das instituições apoiadoras da criação da rota marítima, considera que o estreitamento das relações comerciais com o continente africano é importante não apenas para o Ceará e Cabo Verde, mas para os demais estados do nordeste brasileiro, bem como para vários outros países da costa africana (Senegal, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique) e também da Europa, especialmente Portugal.




