A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve saudou o regresso da Fórmula 1 a Portimão em 2027 e 2028, considerando tratar-se de uma “excelente oportunidade de promoção” do território.
“Para a CCDR/Algarve, o que é bom para o Algarve é bom para o país, e esta é uma excelente oportunidade de promoção do território, atração de investimento privado e público, receitas no turismo e atividades económicas conexas”, lê-se uma nota divulgada pela entidade.
A Comissão realça que os eventos desportivos internacionais desta escala “potenciam o efeito multiplicador em diversos setores, contribuindo para a estratégia de crescimento econômico”.
A decisão de trazer a prova rainha do automobilismo mundial para Portugal e para o Algarve “gera emprego, aumenta as receitas turísticas e qualificará ainda mais a oferta no turismo global”, destaca o organismo.
A CCDR/Algarve considera que este reencontro do país com a Fórmula 1 deve ser aproveitado “para que se traduza em ganhos reais e duradouros para o país, para a economia regional e para a coesão territorial”.
A entidade lembra que, em 2024, existiam 98.598 empresas sediadas na região, das quais cerca de 20 mil ligadas ao alojamento, restauração e similares, empregando 60 mil pessoas no alojamento e restauração e 32 mil no comércio e serviços.
“O Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado pelas empresas de alojamento e restauração atingiu 1.659 milhões de euros, enquanto o comércio por grosso e a retalho rondou 848 milhões de euros”, lê-se na nota.
O regresso do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 em 2027 e 2028 ao Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, foi anunciado neste dia 16 pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
O acordo entre o Governo português e os promotores do campeonato foi assinado em Londres, mas a data da realização do Grande Prémio só vai ser conhecida em junho de 2026, quando for definido o calendário do Campeonato do Mundo de 2027, sendo previsível que integre a ‘temporada’ europeia, durante a primavera.
Estas serão a 19.ª e 20.ª edição do Grande Prémio de Portugal, novamente no Algarve, depois das corridas iniciais, em 1958 e 1960, no circuito da Boavista, no Porto, a de 1959 em Monsanto, em Lisboa, e entre 1984 e 1996 no Autódromo do Estoril, em Cascais.
A Fórmula 1 regressou a Portugal em 2020 e 2021, após 24 anos de ausência do Mundial, na sequência da reorganização dos calendários devido à pandemia de covid-19, com duas corridas realizadas no circuito algarvio de Portimão.
O piloto britânico Lewis Hamilton, sete vezes campeão do mundo, então na ‘escuderia’ Mercedes, venceu as duas corridas em solo luso.
Também o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) congratulou-se pelo regresso da Fórmula 1 à região, considerando que irá posicionar o Algarve num patamar de excelência, visto que o evento será visto em todo o mundo.
“Só temos a ganhar, tanto em termos económicos como de notoriedade para a região”, afirmou em declarações à agência Lusa o presidente da Associação Intermunicipal do Algarve (AMAL).
Para António Miguel Pina, trata-se de “uma muito boa notícia” que vai posicionar o Algarve num “patamar de excelência, com os hotéis da região a encherem-se durante o evento”.
“Do ponto de vista do Governo também haverá um retorno, com o investimento feito a ser pago”, afirmou o responsável da associação que reúne os 16 municípios do Algarve.
António Miguel Pina agradeceu a todas as entidades envolvidas no acordo que possibilitou o regresso da Fórmula 1 à região, nomeadamente ao Governo e ao Turismo do Algarve.




