Neste dia 24, Portugal garantiu uma inédita presença na final do Mundial sub-17 de futebol, na qual irá defrontar a Áustria, ao vencer o Brasil por 6-5 no desempate por pênaltis, na semifinal da competição, que decorre no Qatar.
No complexo desportivo Aspire Zone, a seleção portuguesa, atual campeã europeia em título, impôs-se aos campeões sul-americanos no desempate por grandes penalidades, depois do empate sem gols no tempo regulamentar.
Na final, agendada para quinta-feira, às 19:00 (16:00 em Lisboa), no Estádio Internacional Khalifa, Portugal vai defrontar a seleção da Áustria, que garantiu, também pela primeira vez, presença no jogo decisivo, ao derrotar hoje a Itália por 2-0.
O Brasil, detentor de quatro troféus da categoria, vai disputar o encontro para atribuição do terceiro lugar, frente à Itália, marcado também para quinta-feira, às 15:30 (12:30 em Lisboa), no complexo desportivo Aspire Zone.
O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, felicitou a equipe por estar na final, agendada para esta quinta-feira.
“Estamos na final! Em nome da Federação Portuguesa de Futebol, felicito a nossa Seleção pela qualificação para a final do Mundial de sub-17, a primeira na história de Portugal. Grande demonstração de humildade, qualidade, resiliência e união deste grupo de trabalho. Parabéns a todos os jogadores e estrutura, assim como a todos os clubes, Associações Distritais e Regionais e Associações de Classe por todo o trabalho na formação destes jogadores”, afirmou o líder federativo.
Pedro Proença não esqueceu o apoio dos adeptos em Doha, no Catar. “Obrigado aos nossos adeptos pelo apoio constante em Doha. Têm sido fundamentais”, completou o Presidente da FPF.
Partida
Neste encontro de titãs, uma autêntica final antecipada, onde se debate em puro português, a primeira grande oportunidade foi lusa, aos 11 minutos, com Anísio a receber na grande área e a rematar, para defesa apertada de João Pedro.
Ainda nem tinham passado cinco minutos e a canarinha respondia, agora com um remate à distância, da autoria de Thiaguinho , com o esférico a passar a centímetros do travessão de Romário Cunha. Aos 20 minutos, o perigo aparecia na área portuguesa, com Dell a atirar para uma primeira defesa de Romário, para na recarga, o avançado brasileiro a voltar a chutar, em esforço, mas Chelmik disse “NÃO” e conseguiu cortar quase em cima da linha.
Aos 29 minutos, de livre direto puxado à direita, Mauro Furtado, de pé esquerda, obriga o guardião adversário a uma defesa difícil, levando mais uma vez perigo à baliza do país de Vera Cruz. Viveu-se momentos de puro futebol, ataques de parte a parte, mas o empate manteve-se até ao descanso, deixando todas as decisões para o segundo tempo.
Na segunda metade da partida, assistiu-se a uma luta intensa no centro do terreno, com o Brasil a pressionar muito e a fazer valer-se da falta para parar a ofensiva lusa. No entanto, os comandados de Bino Maçães não baixaram os braços e continuaram a mostrar a sua forte personalidade.
Aragão, aos 79 minutos, o ala lusitano arranca pela direita, passa por “meia equipe” brasileira, para isolar Anísio, com o número nove a rematar por cima da barra canarinha.
Até final do jogo, com Portugal a dominar territorialmente, mas a revelar dificuldades em transpor a defesa canarinha, acabou por ser o adversário, após um remate à entrada da área a criar perigo para a baliza de Romário Cunha.
Com duas grandes equipes em campo, a decisão sobre o finalista ficou decidida na marcação de grandes penalidades.
E esse final foi impróprio para cardíacos: as duas equipes marcaram as quatro primeiras grandes penalidades, sem facilitar. Na quinta, Portugal, por intermédio do próprio guarda-redes luso, Romário Cunha, acabou por enviar por cima.
Quando bastaria aos brasileiros converter o último pontapé de panalidade, Ruan Pablo atirou ao poste, dando vida à equipe lusa.
Portugal, por João Aragão e José Neto converteu em 6-5 o marcador e, depois, viu Ângelo enviar a bola por cima da barra.





