Portugal aumentou em 10,6% exportação de vinho para o Brasil em 2024

Foto Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP)

Atualizado 21h

Portugal aumentou em 10,6% o volume de exportação de vinho para o Brasil em 2024, face a 2023, enquanto o preço médio caiu 2,8%, segundo o ministro português da Agricultura e Pescas.

“2024 já foi um excelente ano para Portugal, no que diz respeito ao vinho. No entanto, ainda queremos aumentar a exportação nessa área”, disse à agência Lusa José Manuel Fernandes.

Ou seja, especificou, em 2024, foram exportados para o Brasil 28,6 milhões de litros, num valor de 85,9 milhões de euros a um preço médio de três euros por litro.

Comparando com 2023, e segundo um documento enviado à agência Lusa, o ano de 2024 registou um crescimento em volume de 10,6%; um crescimento em valor de 7,6% e uma quebra no preço médio de 2,8%.

O ministro justificou este aumento da exportação com a “grande força que tem sido feita para diminuir os obstáculos existentes” junto do Governo do Brasil e, nesse sentido, foi assinado um protocolo “para reforço da cooperação” e “troca de técnicos” entre os dois países.

“Este protocolo tem também por objetivo dar continuidade ao aumento das exportações do vinho” para o Brasil, admitiu José Manuel Fernandes.

Segundo o documento a que a agência Lusa, em 2024, as exportações totais de vinho de Portugal foram de 347 milhões de litros, num valor de 966 milhões de euros com um preço médio de 2,79 euros por litro.

Assim, Portugal registrou um crescimento em volume de 8,7%; um crescimento de valor de 4,5% com uma quebra no preço médio de 3,9%.

“Estes valores são sustentados pelo comportamento dos dois mercados: o comunitário: crescimento em volume (+9,7%), valor (+2,9%) e quebra do preço médio (-6,2%) e países terceiros: crescimento em volume (+7,9%) e valor (+5,7%) e quebra do preço médio (-2,0%)”, refere a nota.

Os cinco países no topo do mercado em volume de exportações são: Angola, França, Brasil, Espanha e Estados Unidos da América (EUA).

Em termos de valor, no mesmo ano, estão França, EUA, Brasil, Reino Unido e Países Baixos, que representam 44,30% do valor total exportado por Portugal.

O Brasil é o principal mercado terceiro dos vinhos de Portugal. Os vinhos de Portugal no Brasil têm a terceira quota de mercado mais importante no consumo de vinho total, logo a seguir ao Chile (em primeiro lugar) e à Argentina (em segundo).

Limões

O ministro também disse que Portugal já pode exportar limões para o Brasil, uma vez que estão resolvidas as questões fitossanitárias que a impediam.

“Ficou resolvida a possibilidade de exportarmos o nosso limão para o Brasil, porque foi publicada uma portaria, de forma a que as condições fitossanitárias para a importação do limão de Portugal ficasse resolvida”, garantiu José Manuel Fernandes.

Agora, “é iniciar os processos para esse objetivo”, acrescentou o ministro da Agricultura e Pescas em declarações à agência Lusa, à margem do encontro nacional de técnicos da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri), em Viseu.

“Não havia a definição das normas das condições em termos da fitossanidade e não havia essas condições. Agora estão definidas as condições para a possibilidade das exportações e as regras, portanto, foi removido mais um obstáculo”, acrescentou.

O desbloqueio ficou resolvido aquando da XIV Cimeira Luso-Brasileira, e define os requisitos fitossanitários para a importação de frutos frescos de limão de Portugal.

“[O limão] é um produto procurado pelo Brasil e onde nós, neste momento, temos produção, onde esse mercado tem a expectativa que seja altamente favoravelmente para nós”, defendeu José Manuel Fernandes.

Segundo a portaria, o envio do limão para o Brasil deve estar acompanhado de um certificado fitossanitário emitido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) de Portugal, com uma declaração adicional que confirme a ausência de pragas e doenças, cuja lista consta na portaria publicada.

“Os envios estão sujeitos à inspeção no ponto de ingresso (Inspeção Fitossanitária – IF), bem como à coleta de amostras para análise fitossanitária em laboratórios oficiais ou credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária”, refere ainda a portaria.

O documento refere ainda que, “no caso de intercetação de praga quarentenária ou de praga que apresente potencial quarentenário para o Brasil, o envio será destruído ou rechaçado”.

No caso de isso acontecer, a ONPF de Portugal será notificada e a congênere do Brasil poderá “suspender as importações de frutos frescos de limão até a revisão da Análise de Risco de Pragas correspondente”.

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