Foi inaugurado o Pavilhão Portugal na COP30, em Belém do Pará, com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Secretário de Estado do Ambiente e o Embaixador de Portugal. O pavilhão foi concebido pelo premiado arquiteto Eduardo de Souto Moura e com colaboração do também premiado arquiteto Álvaro Siza.
O espaço é até ao final da Conferência a Casa de Portugal, com uma programação diversificada, que pretende unir arte, cultura e sustentabilidade. O evento de inauguração contou ainda com o músico português Antonio Zambujo.
A delegação portuguesa é liderada pela Ministra do Ambiente e Energia, Graça Carvalho, Portugal apresenta-se na 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que decorre entre 10 e 21 de novembro com o pavilhão nacional, numa parceria entre o Ministério do Ambiente e Energia e a Casa da Arquitetura – Centro Português de Arquitetura.
Pela primeira vez, o País apresenta um pavilhão personalizado, integralmente desenhado com materiais portugueses, e que se afirma como símbolo da ligação entre arquitetura, cultura e sustentabilidade.
O espaço, com 150 m² e duas frentes, inclui uma zona de auditório, uma área de networking e uma zona técnica de apoio. O governo destacou a dimensão cultural da participação portuguesa na COP30, sublinhando o papel da língua e da criação artística como formas de promover a identidade lusófona e o diálogo entre povos na ação climática global.
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que “o Pavilhão de Portugal é um espaço aberto, de língua portuguesa, que acolherá iniciativas de empresas, universidades, politécnicos, organizações não-governamentais e também projetos de países da CPLP. É um espaço para partilhar conhecimento, cultura e soluções — e onde o fado e a inovação vão encontrar-se sob o mesmo teto”.
Maria da Graça Carvalho sublinhou ainda que “Portugal quer ser um país construtor de pontes — também no clima. A arquitetura portuguesa, pela sua qualidade e identidade, representa a nossa capacidade de criar com responsabilidade e de inspirar a transição energética e ambiental global.”
A COP30 é a primeira conferência do clima organizada num país de língua portuguesa e coincide com o 10.º aniversário do Acordo de Paris e os 20 anos da entrada em vigor do Protocolo de Quioto.
Para Portugal, esta presença reforça o compromisso com a ação climática global e com a valorização da língua portuguesa como veículo de conhecimento, cultura e cooperação internacional.
Durante os 12 dias da conferência, o Pavilhão de Portugal acolhe sete eventos diários, com debates sobre clima, oceanos, água e energia, e com momentos dedicados à cultura e à ciência lusófona — um espaço de encontro, diálogo e inspiração para a comunidade global.
Todos os eventos do Pavilhão de Portugal poderão ser acompanhados em direto através do canal de YouTube do Ministério do Ambiente e Energia.
Reduzir emissões
A abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP30 em Belém, foi marcada por um clima de otimismo, com a apresentação de novos planos nacionais nos últimos dias, elevando para 113 o número de países comprometidos com ações para reduzir o aquecimento global. Juntas, essas nações concentram 69% das emissões de gases nocivos na atmosfera.
Em uma análise preliminar a Comissão das Nações Unidas para a Mudança Climática, Unfccc, declarou que com essa atualização, as emissões de gases que causam o efeito estufa devem cair 12% até 2035.
A adoção de um resfriamento sustentável*, em meio do aumento das ondas de calor e a procura por resfriamento, poderia reduzir as emissões de gases de efeito estufa e economizar trilhões de dólares, segundo o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.
O Global Cooling Watch 2025, lançado esta terça-feira na COP30 em Belém, conclui que a procura por resfriamento pode mais do que triplicar até 2050, impulsionada pelo aumento da população e da riqueza, eventos de calor mais extremos e famílias de baixa renda com acesso cada vez maior a resfriamento mais poluente e ineficiente.
O relatório sugere a adoção de um “Caminho para o Resfriamento Sustentável”, que poderia reduzir as emissões em 64% abaixo dos níveis previstos para 2050. Quando combinadas com a rápida descarbonização do setor energético global, as emissões residuais de resfriamento podem cair 97% abaixo dos níveis habituais.




