Por Emídio Tavares Mundo Lusíada
Portugal se despediu dos Jogos Paraolímpicos de Pequim com sete medalhas, cinco a menos que na edição de Atenas, em 2004. Ao longo da Paraolimpíada, alguns atletas questionaram as condições de preparação da seleção de atletismo, mas o presidente da Federação de Desporto para Deficientes (FPDD) afirmou que o plano de preparação foi feito em conjunto por atletas e técnicos. Além das medalhas, conquistadas na natação, atletismo e bocha (5 pódios fizeram de Portugal o país com mais medalhas na modalidade), muitos atletas lusos deixam Pequim com novos recordes pessoais e nacionais. O desempenho foi considerado positivo pelos responsáveis da modalidade, devido ao elevado nível da competição. O atleta português de Vale de Cambra, João Paulo Fernandes, deu a 1ª medalha de ouro a Portugal nas Paraolimpíadas de Pequim, ao vencer na final da Bocha (categoria BC1), eminentemente lusa, o seu compatriota Antonio Marques, que assim também angariou para os lusos a medalha de prata. Em 12 de setembro, mais três medalhas para Portugal na bocha. A dupla Fernando Pereira e Bruno Valentim chegou a final da categoria BC4 contra uma dupla brasileira, ficando com a prata. Os brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu Santos acordaram cedo para treinar e trabalhar os pontos fracos dos portugueses. “Eles têm uma pontaria muito boa. Treinamos um tempo só a primeira bola, para já começar atrapalhando a outra dupla” contou Dirceu. Já na categoria BC1-2, quarteto de pares mistos, a seleção portuguesa, composta pelo medalha de ouro e pelo medalha de prata (da categoria individual) e mais Cristina Gonçalves e Fernando Ferreira, chegou a finalíssima contra a Grã-Bretanha e também levou a prata. E por fim, na categoria BC3 de pares mistos, Eunice Raimundo, Armando Costa e Mario Peixoto superaram a equipe da Tailândia, ficando com o bronze. Saldo altamente positivo para a bocha lusa. O dia trouxe mais uma medalha de prata para Portugal, desta vez no atletismo, aonde Luis Gonçalves, depois de chegar em 3º lugar nos 400m, foi promovido ao segundo posto após o chinês Li Yansong, que tinha ficado com o ouro, ser desqualificado. Na natação, a medalha foi de bronze para o atleta João Martins, nos 50m costas S1. Uma grande festa no estádio Ninho de Pássaro encerrou os Jogos Paraolímpicos, com um total de sete medalhas portuguesas, 1 ouro, 4 pratas e 2 bronzes. “Queríamos que a participação dignificasse o país e fosse um ato de superação e isso foi atingido”, afirmou Humberto Santos, presidente da FPDD. Entre os países lusófonos, o Brasil ficou mais a frente no ranking, quebrando recorde com um total de 47 medalhas e na 9ª posição no quadro de medalhas. Os brasileiros conquistaram 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes. Angola esteve representada por seis atletas e saiu de Pequim com três medalhas de prata. Nestes jogos, os deficientes visuais tiveram medalhas criadas especialmente para eles, em braile.
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