O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou a morte de Luís Represas, neste dia 22 aos 69 anos, considerando o cantor como uma das maiores referências musicais do país, cujo óbito representa “uma grande perda”.
“Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de “sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente”, escreveu o primeiro-ministro nas suas redes sociais.
Luis Montenegro apresenta as suas “mais sentidas condolências”, à “família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra”.
O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu hoje aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava.
O cantor comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com a banda no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.
Também o Presidente António José Seguro, lamentou a morte do cantor Luís Represas, afirmando estar, em Cabo Verde, a chorar a morte de um amigo e um dos maiores artistas do país.
“Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções”, lê-se numa longa nota de pesar publicada pela Presidência da República na Internet.
António José Seguro, que está em Cabo Verde em visita de Estado, escreve que “há vozes que não pertencem apenas a quem as canta”, mas “pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo”.
“Em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão. E abraço, com profunda solidariedade, a sua família, os seus amigos, os seus companheiros dos Trovante e todos aqueles que hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, da nossa própria casa”, acrescenta.
No fim desta mensagem, o chefe de Estado refere: “Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida. Recordo a noite fantástica do Coliseu, no passado dia 21 de março. Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís… Talvez um dia te encontre…”.
Timor
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, lamentou também a morte de Luís Represas, destacando que o músico colocou o seu talento ao serviço da liberdade e dignidade do povo timorense.
“Ao longo de décadas, Luís Represas colocou o seu talento artístico ao serviço de uma causa: a liberdade e a dignidade do povo timorense”, afirmou o também prémio Nobel da Paz, numa mensagem na rede social Facebook.
“Numa época em que Timor-Leste permanecia sob ocupação e o sofrimento do nosso povo era frequentemente esquecido pela comunidade internacional, a sua canção “Timor” foi um canto-grito poderoso de solidariedade, esperança e resistência, despertando consciências e mobilizando o apoio da sociedade portuguesa e internacional”, salientou José Ramos-Horta.
O Presidente timorense recordou também que a ligação de Luís Represas a Timor-Leste não terminou com a restauração da independência e que manteve “sempre viva a amizade que cultivou” com o país e com os timorenses.
“A sua partida representa uma grande perda para a cultura lusófona, para Timor-Leste, onde será sempre recordado como um artista de exceção e um verdadeiro amigo do nosso povo”, disse José Ramos-Horta.




