Ministra portuguesa apela a que Natal seja vivido de “forma refletida e cuidadosa”

A ministra da Saúde, Marta Temido, à chegada para a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus (covid-19), realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, 16 de setembro de 2020. JOSÉ SENA GOULÃO/POOL/LUSA

Da Redação
Com Lusa

A ministra portuguesa da Saúde, Marta Temido, pediu nesta segunda-feira aos portugueses que desfrutem da quadra natalícia de forma diferente, referindo que esse é também um pedido dos profissionais de saúde.

“O Natal é um tempo de festa, que nos leva a querer estar com os mais próximos, mas que este ano tem de ser vivido de forma diferente, refletida e cuidadosa”, disse a ministra da saúde à margem da inauguração do novo Serviço de Urgência Geral do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), na Amadora.

Marta Temido explicou que apesar de a vacina ser “uma luz ao fundo do túnel”, continua a existir “uma elevada pressão sobre o sistema de saúde” que deve levar os portugueses “a não relaxarem nos cuidados sanitários”.

“Não podemos, em nome dos próximos natais, em nome das nossas famílias e em nome dos profissionais de saúde, abandonar a atitude que temos tido. Não lhes podemos pedir mais e temos de ouvir o pedido deles para termos o máximo cuidado na nossa vida diária”, reforçou a titular da pasta da saúde.

A propósito da inauguração da nova área dedicada a doentes respiratórios do HFF, a ministra salientou que se trata de um exemplo de união.

“É a mostra da capacidade extraordinária de trabalhar em conjunto, uma lição que ficará e que nos obriga a que jamais voltemos a trabalhar em saúde de outra forma. É também ilustrativa da necessidade dos sistemas de saúde em serem mais resilientes, de se adaptarem, e um exemplo para o desafio que aí vem, combinando uma área de resposta aos doentes respiratórios, alguns deles covid, e de resposta aos outros doentes”, frisou Marta Temido.

A presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, uma das autarquias que financiou a obra que teve um custo de mais de um milhão de euros, elogiou “a dedicação e profissionalismo inexcedível de todos os profissionais do HFF” e considerou este um “exemplo de como as autarquias devem complementar as medidas que o governo tem decretado”.

Já Basílio Horta, presidente da Câmara de Sintra, que suportou metade do investimento feito, considerou que “esta obra é um símbolo de solidariedade num momento difícil”.

“É um exemplo da ligação entre as autarquias e o Estado. Quando há necessidades por satisfazer junto das nossas comunidades, primeiro é preciso ajudar, e depois logo se avaliam as competências”, disse o autarca sintrense.

O presidente do conselho de administração do HFF, Marco Ferreira, esclareceu que este não era um dia festivo, mas realçou que “é a prova” de que não se pode baixar os braços e” deixar que se instale a desesperança”, elogiando o investimento feito pelas autarquias da Amadora e de Sintra e classificando-o como “um sinal claro de que a missão do HFF é partilhada por todos”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.612.297 mortos resultantes de mais de 72,1 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 5.649 pessoas dos 350.938 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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