Da Redação
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Personalidade do século XVII e um dos maiores nomes da literatura em língua portuguesa, é um padre Antônio Vieira político que surge nas páginas de Antiguidades Modernas – história e política em Antônio Vieira, livro de Marcos Antônio Lopes, lançado recentemente pela Edições Loyola. Vieira desenvolveu estratégias que beneficiariam o reino lusitano e trabalhou como conselheiro oficial do rei D. João IV e confessor da rainha Dona Luísa. A obra narra – baseada em seus sermões – a luta do jesuíta contra a intolerância religiosa em Portugal. Através de seus textos irônicos, deixava claro suas intenções para alavancar a supremacia lusitana. Criticando a corrupção e a instabilidade do reino, o padre mantinha um sentimento nacionalista e estava sempre atento aos interesses econômicos do país. Seus sermões provocavam impacto na sociedade portuguesa, em especial na monarquia, pois mesclavam lições de moral bíblica e assuntos seculares de então. Manipulava o reino a partir do medo que os governantes tinham da providência divina, já que eram responsáveis por representar o poder de Deus na Terra. Marco Antônio Lopes descreve Vieira como um homem destemido em luta pela liberdade religiosa em um país carola e que via na extinção da Inquisição uma oportunidade de abertura do comércio português. E, ao trazer para a atualidade, no último capítulo de Antiguidades Modernas, a visão de Vieira sobre a intolerância, o autor dá uma nova dimensão para o excesso de culto que causa episódios violentos de cegueira social e leva ao fanatismo político e esportivo. Doutor em História pela Universidade de São Paulo, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina e pesquisador do CNPq, Marcos Lopes já publicou também "O político na modernidade", por Edições Loyola. RelacionadosPortugal gasta menos por aluno no superior do que em qualquer outro nível de ensino – OCDE
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