Por António Sampaio Da Agência Lusa
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Inicialmente polêmica e contestada tanto por fumantes, como por empresas do setor e revendedores, a Lei do Tabaco, em vigor na Espanha há praticamente dois anos, tem contribuído para uma redução significativa do número de dependentes do cigarro.
A estimativa é que, desde a entrada em vigor da lei, já tenham deixado de fumar mais de 1,2 milhão de pessoas na Espanha, empurrando os fumantes para um grupo cada vez menor na sociedade, hoje inferior a 24%. Não que isso se note na maioria dos cafés e restaurantes do país. Apesar de a lei já vigorar há dois anos, as infrações se sucedem, quer por não se adaptarem os espaços ao fumo, quer por não se limitar a venda de cigarros a menores. Tanto a administração pública, como a sociedade civil denunciam que a aplicação da lei continua sendo desrespeitada e que as inspeções são insuficientes ou fracas, com queixas paralelas sobre a falta de programas públicos para deixar de fumar e sobre o custo de alternativas medicamentosas para deixar o vício. Limitando os locais de consumo e os pontos de venda de cigarros, a lei proíbe o fumo em qualquer local público – incluindo empresas – e obriga, no setor de alimentação, que espaços com mais de 100 metros quadrados criem áreas separadas para fumantes. Os locais menores devem optar por permitir ou proibir o fumo. Na ocasião da entrada em vigor da lei, se especulou sobre as eventuais perdas de dezenas de milhares de postos de trabalho no setor, afetando empregos diretos e indiretos, incluindo funcionários de quiosques e postos de venda de jornais. Ainda não se tem um número preciso desse eventual impacto, em particular porque estudos demonstram que o setor de alimentação – dito como um dos que mais seria afetado – está entre os que menos respeita a lei. Um estudo da Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU) da Espanha, por exemplo, diz que apenas 10% dos bares e 15% dos restaurantes de menos de 100m² optaram por serem espaços livres do cigarro. Cerca de 44% tem sinalização inadequada no exterior, 85% têm áreas para fumantes demasiado amplas, 37% não tem separação física adequada entre as duas partes e cerca de 7% das padarias ainda permitem fumar. Nas empresas, é possível ver mais gente fumando à porta, na rua, mas nos cafés e restaurantes, a lei foi um mero susto passageiro. As próprias máquinas de venda automática de cigarro, comuns no país, costumam se encontrar permanentemente funcionando, mesmo com a obrigação de ter um comando à distância para evitar o uso por menores. Em bares cheios, ninguém tem tempo para controlar quem compra cigarros. RelacionadosRotas de migração para a Europa estendem-se até Guiné-Bissau, diz agência da ONU
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1 comentário em “Lei antitabaco espanhola fez 1,2 milhão deixar de fumar”
Adorei do teu artigo, super bom teu ponto de vista. Eu tenho um Website sobre este mesma assunto, visite ele depois. Até mais.