Governo dos Açores destaca capacidade de resposta perante falha de combustível nas Lajes

Cinco reabastecedores KC-46 Pegasus levantam voo da Base Áerea das Lajes em missão, Praia da Vitória, na ilha da Terceira, Açores, Portugal. 28 de fevereiro de 2026.ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA

 O presidente do Governo Regional dos Açores disse hoje que o executivo mostrou capacidade de resposta perante a falha nos testes de qualidade e segurança do combustível para aeronaves no Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira.

“Perante uma perturbação inesperada, nós tivemos, felizmente, capacidade de resposta e, portanto, está a ser tratado e creio que não haverá depois, no final, qualquer consequência”, afirmou o chefe do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

No domingo, o diretor da Aerogare das Lajes, Vítor Pereira, revelou à Lusa que o combustível que chegou à Terceira para abastecer a operação aérea civil “não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto” e que a empresa optou por “não colocar este produto no mercado, porque não estavam garantidas as condições de segurança para a aviação civil”.

O responsável assegurou, no entanto, que a infraestrutura tinha reservas que permitiam garantir que a operação prevista não iria “sofrer alterações”, embora tivessem tomado medidas de precaução.

Segundo a página da Aerogare Civil das Lajes, apenas um voo das Flores foi cancelado no domingo e hoje a operação está a decorrer normalmente.

O presidente do Governo Regional dos Açores, que chegou à ilha Terceira no domingo à noite, num voo de Ponta Delgada, disse ter ficado “satisfeito” com a capacidade de reação do executivo e com a capacidade de gestão da Aerogare Civil das Lajes.

“Foi uma perturbação em que foi preciso ter capacidade de reação. Felizmente, tivemos”, assegurou, quando questionado à margem de uma visita ao Hospital da Ilha Terceira.

Segundo o governante, o executivo deu uma “resposta imediata”, com o transporte de combustível da ilha de São Miguel para a ilha Terceira e com a limpeza dos tanques para a retoma da operação, cumprindo “tudo o que tecnicamente é adequado”.

O diretor da Aerogare das Lajes já tinha adiantado à Lusa que foi solicitada a colaboração das companhias aéreas, para que se deslocassem à Terceira com “mais combustível do que o normal”, para uma melhor gestão das reservas existentes na ilha.

Também foi emitido um aviso para que as emergências médicas fossem encaminhadas para Ponta Delgada, enquanto a situação não estivesse normalizada.

No domingo, Vítor Pereira disse prever que isso acontecesse “dentro de dois a três dias”, revelando que sairia um navio com um reforço de combustível da ilha de São Miguel e outro de Lisboa com o novo combustível.

O diretor da Aerogare Civil das Lajes disse ainda que situações desta natureza não acontecem com muita regularidade, mas existem planos de contingência que permitem encará-las “com alguma tranquilidade”, com a colaboração de todos os agentes envolvidos na operação das companhias aéreas e com a própria Base Aérea n.º 4.

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