Festival Internacional de Chocolate de Óbidos homenageia invenções científicas

Óbidos/Arquivo

Atualizado 17h40

O Festival Internacional de Chocolate de Óbidos vai decorrer entre os dias 21 de março e 06 de abril, numa edição dedicada às grandes invenções científicas que mudaram o mundo, divulgou a organização.

Com a “Ciência” como tema central, a edição 2025 do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos vai transformar a vila, do distrito de Leiria, num “laboratório de sabores, no qual a arte da confeitaria se funde com a inovação e o conhecimento”, informou a Câmara.

Com curadoria do chef Francisco Siopa, ‘executive pastry chef’ no Penha Longa Resort, o festival irá prestar homenagem “às grandes invenções científicas que mudaram o mundo, destacando a sua influência no quotidiano e, claro, na produção do próprio chocolate”.

O certame dará a conhecer desde a transformação do cacau até às mais avançadas técnicas de confeitaria, incluindo na programação de ‘showcookings’, concursos e demonstrações das diversas formas de saborear o chocolate, quer na doçaria tradicional quer na preparação de ‘cocktails’ ou em conjunto com vinho ou receitas culinárias.

Entre as principais atrações do evento estarão as esculturas em chocolate, com dinâmicas de esculturas ao vivo em permanência, e um laboratório produzido totalmente em chocolate. Nestes espaços, e durante os três fins de semana do festival, diversos mestres chocolateiros de renome internacional irão demonstrar o seu talento e criatividade, criando peças inspiradas no universo da ciência.

Contando com mais de 80 ‘chefs’ de diversas nacionalidades, o festival assume-se “não apenas como um espaço de lazer, mas também como uma plataforma de conhecimento e valorização do setor”, pode ler-se no comunicado da organização.

Entre os mestres chocolateiros a participar nesta edição, a organização destaca Jordi Farrés e Enric Monzoines (ambos da Chocolate Academy Barcelona), David Gil Rovira (Imasdesserts / Autor livro XOK), Lluc Crussellas (World Chocolate Master 2022), Jorge Cardoso –(Cullinary World Champion em 2018 e 2022), Abner Ivan (Chocolate Academy Brasil), além de Fábio Bernardino, Cátia Goarmon, Hélio Loureiro e Sahima Hajat (vencedora Masterchef Portugal 2022).

“A presença de institutos formativos e especialistas na área reforça o compromisso com a inovação e o desenvolvimento técnico, proporcionando ao público a oportunidade de explorar novas abordagens, desde a arte do chocolate até às mais recentes tendências da gastronomia molecular”, afirmou o presidente do conselho de administração da Óbidos Criativa, empresa organizadora do festival, Ricardo Duque.

Nesta edição, o festival terá como novidade uma parceria com o Dino Parque da Lourinhã, contando com um espaço lúdico dedicado aos dinossauros e “oferecendo aos visitantes a oportunidade de “aproveitar experiências divertidas como a descoberta de fósseis em chocolate, reproduzir técnicas de cozinha molecular, criar planetas em chocolate e conhecer o chocolate através dos cinco sentidos”.

O festival Internacional de Chocolate estará aberto ao público de sexta-feira a domingo, das 11:00 às 21:00, com entradas a oito euros para as crianças entre os 3 e os 11 anos e de 10 euros para os visitantes maiores de 12 anos.

Plataforma lançada

A Plataforma Nacional do Chocolate foi hoje criada em Óbidos, através de um protocolo entre a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e o município onde ficará sediada, e terá como objetivo alavancar a chocolataria.

“Como associação de empresas, empresários e gestores, temos a obrigação de alavancar também algumas atividades económicas que têm tanto relevo como aquelas que hoje estão no espaço mediático permanentemente, como é o caso da cozinha”, disse à agência Lusa o presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Carlos Moura, justificando a criação da plataforma que pretende reunir “o máximo de conhecimento em torno do chocolate”.

O objetivo da plataforma é promover a interação, troca de informações e cooperação entre municípios, empresas e profissionais empenhados na promoção e valorização da chocolataria e do chocolate.

“Queremos ter a história do chocolate, a ciência do chocolate, como é que se aplica hoje o chocolate, como é que se fabrica hoje, mete-se sal, mete-se, enfim, muitos outros ingredientes”, ao contrário do que acontecia no passado, afirmou Carlos Moura, salientando que foi “todo um mundo de transformação e de inovação” que levou a associação a querer “ter uma história que, em qualquer altura, se possa contar sobre o chocolate”.

A Plataforma Nacional do Chocolate é a segunda a ser protocolada no país, onde está já formalizada a Plataforma do Pão (em Mafra), estando a ser preparadas as da Pastelaria (em Évora), a do Vinho (na Régua) e a das Cozinhas do Mar (nos Açores).

As plataformas têm “duas grandes finalidades e objetivos”: “puxar pelas atividades econômicas que estão menos mediatizadas”, como é o caso das pastelarias e do chocolate e, por outro lado, ”valorizar os profissionais” que, no caso do chocolate, são “verdadeiros artesãos e um patrimônio humano”, disse Carlos Moura.

A Plataforma Nacional do Chocolate vai ficar sediada em Óbidos, no distrito de Leiria, onde anualmente se realiza o festival Internacional de Chocolate, e contará com “um gestor dedicado”, que desenvolverá atividades e promoverá o alargamento a outros municípios e entidades interessadas.

O presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, explicou que a escolha do concelho para sede da plataforma pressupõe, este ano, “um investimento por parte do município de 50 mil euros e, no ano de 2026, pressuporá um investimento de 25 mil euros para dar continuidade” ao projeto.

Ainda de acordo com Filipe Daniel, a criação da plataforma já gerou “manifestações de interesse no Brasil, com várias entidades a quererem perceber exatamente aquilo que é esta plataforma e de que forma é que podem ser parceiros, porque eles são fornecedores do cacau”.

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