Mundo Lusíada
A Sociedade União Portuguesa, em conjunto com o Centro Português de Santos, promoveram a Festa da Primavera, no último dia 21 de março. A estação primavera foi iniciada um dia antes em Portugal, e é o momento de relembrar o clima do país entre os residentes de fora. Amendoeiras em flor, andorinhas fazendo ninhos, época das papoulas e do cantar dos grilos, é assim que descreve a primavera de Portugal o presidente da Sociedade União Portuguesa, José Duarte. Fusão de Entidades A União Portuguesa, presidida por José Duarte, e o Centro Português, comandado por Alberto Barreiros, uniram suas forças no ano passado e concretizaram o projeto da fusão de ambas as instituições, que terá como nome, “Centro Cultural Português”. O projeto ainda está em andamento, sem data estabelecida para implementação. “O Centro Cultural Português, embora já esteja aprovado pelos dois conselhos deliberativos da União Portuguesa e Centro Português, o seu estatuto está sendo registrado em cartório. O estatuto foi feito com vários juristas e uma comissão foi formada para isso, e tem também uma comissão de apoio que vai dar sequência para as eleições do Centro” disse o presidente José Duarte, informando que o documento poderá ainda ter alguma restrição no cartório e a comissão prontamente irá cumprir todas as exigências. “Muito em breve nós teremos a comissão que vai formar o Centro Cultural Português para que sejam feitas as escolhas dos membros do Conselho Deliberativo e as eleições geridas por essa comissão para que o Centro Cultural Português comece a funcionar”. Festas em conjunto já foram realizadas anteriormente, até porque, de acordo com Duarte, o Centro Português atravessa um período difícil. “A nossa diretoria da SUP achou que era interessantíssimo, já que estamos de mãos dadas e num caminho só, fazermos esta festa em conjunto. A renda será metade para a SUP e metade para o Centro Português. Nós não visamos a renda mas sim o convívio, a preservação da nossa cultura e das tradições”. Presença do Cônsul O evento contou com a presença do cônsul-honorário em Santos, Armênio Mendes, que foi recebido com honras. Mendes saudou os presentes e cumprimentos a diretoria de ambas as entidades pela festividade, mas não quis se pronunciar sobre o Consulado, em respeito ao vice-cônsul Rogério Vieira e esposa, que, na altura, ainda não haviam encerrado as atividades em Santos. Segundo ele, apesar do cargo assumido, sente-se o mesmo Armênio Mendes de antes, respeitado pela comunidade da Baixada, “e continuo sendo hoje respeitado como cônsul”, função que assumiu como um dever de cidadão português para com o povo e o governo luso. “Nós teremos muitas alegrias na sua gestão, que Deus lhe dê muita saúde para poder proporcionar momentos tão felizes na nossa comunidade luso-brasileira” disse no palco, Vasco Monteiro. Ele ainda citou os três conselheiros que representam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e parte do Mato Grosso, o CCP (Conselho das Comunidades Portuguesas) – órgão do governo português voltado às comunidades lusas no mundo, sendo eles José Duarte, Juliana Lopes e Vasco Monteiro. Os conselheiros pediram ao público que não se esqueça de realizar o recenseamento junto ao Consulado de Santos, a inscrição gratuita para participação em eleições presidenciais. “Nós precisamos mostrar para nosso governo em Portugal a nossa força e só podemos mostrar através de votos, se nós tivermos muitos votos nós teremos muito mais reconhecimento” disse Monteiro. Durante o evento, foi servido aos presentes um prato típico português desta época, Rojões à Moda de Portugal, carne de porco com batatas coradas e arroz, além de outras opções de assados e caldo verde. “O nosso vice-presidente Alberto de Pinho é uma pessoa incansável. Há muito tempo ele é encarregado dos cardápios e quando faz, faz bem feito” diz Duarte. A festa, que teve convites restritos e contou com animação de banda musical, reuniu cerca de 300 pessoas no salão de festas da União Portuguesa.
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