Duas estradas nacionais estiveram fechadas devido a incêndios rurais

Bombeiros combatem um incêndio florestal em Melres, Gondomar, Porto, 30 de julho 2025. As povoações de Montezelo e Altocentro, em Melres, concelho de Gondomar, estão ameaçadas pelas chamas do incêndio que começou na terça-feira em Penafiel, revelou à Lusa fonte dos bombeiros de Melres e segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). DIOGO BAPTISTA/LUSA

As Estradas Nacionais 225 e 18 estiveram no final da manhã de hoje cortadas ao trânsito em troços que abrangem os distritos de Aveiro, Portalegre e Castelo Branco, devido a incêndios rurais, segundo um balanço da GNR às 11:40.

Em relação ao ponto de situação anterior, das 08:20, deixou de estar interditada entre Arouca e Real a Estrada Nacional (EN) 224.

No distrito de Aveiro, estava fechada nos dois sentidos, o troço ente Alvarenga/Nespereira e Vila Viçosa – Travanca da EN225, indicou a GNR em comunicado.

Em ambos os sentidos também interrompida a circulação na EN18, entre Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e Nisa (distrito de Portalegre).

A GNR aproveita para apelar “ao contributo de todos na prevenção e combate aos incêndios”, pedindo que se abstenham de praticar atividades consideradas de risco, como a realização de fogo junto a áreas florestais, e sigam as indicações das autoridades que se encontram no terreno.

Pede ainda que se evite a colocação de veículos nas vias utilizadas pelas viaturas de socorro, para não prejudicar o acesso aos locais de combate, bem como deslocações para as zonas dos incêndios, se não estiver envolvido no combate.

Grande parte do interior norte e do centro do país estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Esta previsão abrange sobretudo os concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Santarém.

De acordo com o IPMA, a situação de perigo máximo de incêndio rural irá manter-se nos próximos dias nas mesmas regiões, agravando-se em alguns concelhos do Algarve.

“As queimas e queimadas são das principais causas de incêndios em Portugal. A realização de queimadas, de queima de amontoados e de fogueiras é interditada sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural ‘muito elevado’ ou ‘máximo’, estando dependente de autorização ou de comunicação prévia noutros períodos”, recorda a GNR.

Operacionais

Os sete principais incêndios a lavrar hoje em Portugal continental estavam às 12:45 a ser combatidos por mais de 1.800 operacionais, apoiados por quase 580 viaturas e 19 meios aéreos, segundo a Proteção Civil.

De acordo com a página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), no fogo que deflagrou na segunda-feira no concelho de Arouca, distrito de Aveiro (e que já passou para o concelho de Castelo de Paiva), estão empenhados 780 operacionais, 267 viaturas e sete meios aéreos.

Este é o maior fogo incluído pela Proteção Civil na lista de incêndios rurais em curso (ainda não dados como dominados/em resolução) de entre as denominadas “ocorrências significativas”, assim descritas pela sua duração ou pelo número de meios envolvidos.

O incêndio que se iniciou no sábado no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), e que esta manhã alastrou ao concelho vizinho de Terras de Bouro, distrito de Braga, está a ser combatido por 391 operacionais, 126 viaturas e seis meios aéreos.

Já no incêndio que deflagrou na terça-feira no concelho de Penafiel, distrito do Porto, estão envolvidos 159 operacionais, apoiados por 43 viaturas e dois meios aéreos.

Pelas 10:00 de hoje, na zona de Pinhanços, no concelho de Seia, distrito da Guarda, deflagrou um incêndio que está a ser combatido por 180 operacionais, 54 viaturas e três meios aéreos.

O fogo de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, teve início ao final da noite de segunda-feira e estão agora empenhados nos trabalhos 167 operacionais, apoiados por 52 viaturas e sem meios aéreos.

No concelho de Cinfães, distrito de Viseu, o incêndio que deflagrou pelas 06:10 de terça-feira está a ser combatido por 67 operacionais, apoiados por 18 viaturas e um meio aéreo.

Às 09:50 de hoje deflagrou um incêndio no concelho de Paredes, distrito do Porto, onde estão envolvidos 75 operacionais, 18 viaturas e sem meios aéreos.

Na lista de ocorrências significativas da Proteção Civil constam ainda os fogos de Nisa, Santarém e Sever do Vouga, que, apesar de estarem em resolução, mobilizam ainda 640 elementos das forças de segurança e socorro.

Em diferentes localidades das regiões Norte, Centro e Alentejo foram nos últimos dias evacuadas povoações, por prevenção, com os autarcas a pedirem mais meios operacionais para o terreno. Alguns bombeiros ficaram feridos sem gravidade durante as operações e houve também moradores assistidos.

O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, afirmou hoje que o Governo está a fazer o necessário para garantir a disponibilidade de 76 meios aéreos, insistindo que o contributo destes meios para apagar incêndios depende das características dos fogos.

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