O alegado autor do falso alarme de bomba num avião da SATA Azores Airlines, que obrigou hoje a uma aterragem de emergência no aeroporto de Lisboa, foi detido e será presente a tribunal, segundo a PJ.
De acordo com a SATA Azores Airlines, a ameaça de bomba que levou à divergência do voo S4 504, que esta manhã realizava a ligação entre Ponta Delgada e Bilbau (Espanha), “não foi validada pelas autoridades competentes, após uma inspeção rigorosa à aeronave e à bagagem”.
A empresa anunciou entretanto que, “após a conclusão das diligências pelas autoridades competentes”, a aeronave foi autorizada a retomar a operação.
“A companhia aérea reprogramou a ligação Lisboa–Bilbau para esta noite, estando a descolagem prevista para as 20:00, com 111 passageiros a bordo. Os dois passageiros detidos no âmbito desta ocorrência não seguirão viagem”, lê-se no comunicado.
Contactada pela Lusa, fonte da Polícia Judiciária (PJ) disse que se encontra detido uma pessoa por alegadamente ter causado a situação e que a mesma será presente a tribunal para primeiro interrogatório de arguido detido e a aplicação de medidas de coação.
Alarme falso
A empresa confirmou foi “falso alarme”, disse a empresa açoriana.
“Na sequência deste falso alarme, dois passageiros foram detidos para interrogatório, por suspeita de responsabilidade na comunicação da ameaça”, indicou a empresa SATA Azores Airlines, num comunicado divulgado pelas 15:30.
Perante esta comunicação da companhia aérea, a agência Lusa questionou, novamente, a Polícia de Segurança Pública (PSP), que não adiantou qualquer informação.
De acordo com a SATA Azores Airlines, a ameaça de bomba que levou à divergência do voo S4 504, que esta manhã realizava a ligação entre Ponta Delgada e Bilbau (Espanha), “não foi validada pelas autoridades competentes, após uma inspeção rigorosa à aeronave e à bagagem”.
Como previsto no protocolo de segurança, “a aeronave foi encaminhada para uma zona isolada e segura” no aeroporto de Lisboa, “permitindo o desembarque tranquilo e seguro de todos os passageiros e tripulantes”.
Nesse mesmo comunicado, a SATA Azores Airlines indicou que o impacto na operação no dia de hoje está circunscrito ao voo de e para Bilbau, mantendo-se a restante operação conforme planeado.
A empresa reforçou ainda que a segurança dos passageiros e colaboradores “é a prioridade absoluta”, lamentando os constrangimentos que esta situação possa ter causado, “totalmente alheia à companhia”.
Pelas 15:00, a PSP disse à Lusa que “as diligências ainda estão a ser formalizadas”, sem adiantar se se tratou de uma falsa ameaça de bomba, nem se os trabalhos no local ainda decorrem.
O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa adiantou ter recebido um alerta pelas 12:32 e mobilizou meios para o local.
Apesar desta situação, o aeroporto de Lisboa garantiu a “continuação da operação”, segundo a ANA – Aeroportos de Portugal, remetendo mais informações para as autoridades competentes, inclusive a PSP.




