Programa dos 500 anos da viagem de Circum-Navegação de Fernão de Magalhães é “flexível”

Da Redação
Com Lusa

Na noite de quinta-feira, foi apresentada a programação das celebrações do V Centenário da Viagem de Circum-Navegação capitaneada por Fernão Magalhães, que se estende até 2022, como um “programa aberto, flexível e partilhado”, segundo o chefe da estrutura de missão das comemorações.

José Marques falava no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Algés, Oeiras, na apresentação da programação, na presença do ministro português dos Negócios Estrangeiros, a ministra do Mar e a secretária de Estado da Cultura.

José Marques afirmou que ao longo das celebrações vai haver um conjunto de edições e reedições comemorativas, na área cultural e das ciências, entre outras.

A partir de setembro, no ‘site’ www.magalhaes500.pt vai ser possível acompanhar de forma virtual a viagem iniciada em Sanlúcar de Barrarmeda, nos arredores de Cádis, a 20 de setembro de 1519, com mais de 200 homens e que terminou a 06 de setembro de 1522, em Sevilha, com 18 sobreviventes, sob o comando de Juan Sebastián Elcano, pois Magalhães morreu em março de 1521 em combate com os autóctones da ilha de Mactan, atual território das Filipinas.

Entre as várias iniciativas, está a construção de uma réplica da Nau Vera Cruz que integrou a esquadra de Fernão de Magalhães, através de investimento privado. No próximo dia 17 de abril será lançada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda uma moeda de coleção com o valor facial de 7,5 euros, seguindo-se a 08 de maio a moeda corrente de dois euros.

A partir de setembro estão previstas várias iniciativas por parte da Armada Portuguesa, Academia Portuguesa de Marinha, entre as quais reedições de livros e cartas náuticas, mapas, como o Planisfério de Cantino (1502), conferências científicas e seminários temáticos.

“Em todos os municípios portugueses será organizada uma Semana Magalhães”, disse o chefe da estrutura de missão das comemorações.

Está também prevista a realização de “uma grande exposição internacional e de uma exposição itinerante conjunta entre Portugal e Espanha”, uma das partes sob a alçada do ministério da Cultura.

“Em matéria de produção audiovisual há conteúdos disponíveis desde já, para utilização didático-pedagógica, e é expectável a coprodução audiovisual de grande escala, e está igualmente previsto a realização de um festival itinerante ‘Magalhães World Tour”, que assume como missão a promoção do diálogo multicultural e de oportunidades para jovens criadores de todas as cidades participantes”, afirmou.

No segundo semestre deste ano, irá realizar-se “um grande evento sobre os oceanos, o ‘Ocean Meeting’, referenciado no legado de Magalhães”.

Na área turística, “há proposta para a realização de cruzeiros, segundo a rota” do navegador, e “o emblemático” navio-escola Sagres, da Armada, efetuará a viagem comemorativa do navegador.

Será proposta à Organização Mundial do Turismo a Rota Turística Magalhães, transnacional, que “simultaneamente transmita a universalidade do feito de Magalhães e projete os atributos relacionados com Portugal”.

“A matriz do programa está estruturada em três eixos: o do Conhecimento, da Economia e o da Cooperação, que no fundo são os três eixos em que se alicerçou a viagem” do português Fernão de Magalhães, ao serviço da coroa espanhola, disse.

“A sustentabilidade nas suas dimensões ambiental, social, econômica e cultural, assume um papel central na construção da matriz do programa, em linha com os objetivos da agenda 2030”, afirmou o responsável.

A programação “alicerçou-se num modelo aberto, flexível e partilhado, em que a estrutura de missão assume o papel de sistema operativo aberto, gerador de um movimento de colaboração, corresponsabilização, coprodução e apropriação coletiva das comemorações”, disse.

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