Os acessos ao perímetro florestal da serra de Sintra vão ser condicionados, a partir das 00:00 de sábado, enquanto se mantiver o nível máximo de risco de incêndio rural, com encerramento dos monumentos na zona, informou a autarquia local.
“Devido ao risco de incêndio rural em ‘nível máximo’, emitido pelo IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], o acesso à serra de Sintra será condicionado no dia 13 de junho, a partir das 00:00, e enquanto se mantiver a situação de risco”, avançou hoje, em comunicado, a autarquia sintrense.
As cancelas instaladas pela Câmara Municipal de Sintra nos locais definidos de acesso ao perímetro florestal “permanecerão encerradas enquanto vigorar” a situação de risco.
As zonas de acesso condicionado por cancelas são o cruzamento da Azóia, caminho da Urca/Pedras Irmãs, cruzamento dos Capuchos (acesso ao Monge e ao cruzamento da Portela) e cruzamento da Portela (acesso ao cruzamento dos Capuchos e à Azóia).
A área fechada à circulação está delimitada pela Estrada Nacional (EN) 247-3, estrada florestal do município de Sintra e estrada florestal Sintra-Cascais.
Segundo a autarquia, “mantêm autorização de circulação os veículos de socorro e emergência, entidades do Sistema Municipal de Proteção Civil, residentes e pessoas que exerçam atividade profissional na área, caso não exista percurso alternativo, e pessoas em prestação de assistência a indivíduos vulneráveis”.
No perímetro florestal, explica-se na nota, são proibidas “atividades culturais, desportivas ou outros eventos que impliquem concentração de pessoas em território florestal, utilização de equipamentos florestais de recreio, circulação ou permanência em áreas florestais públicas ou comunitárias, incluindo a rede viária abrangida”.
“A situação será reavaliada em função da evolução das condições meteorológicas”, referiu ainda a autarquia, notando que o acesso aos monumentos da serra de Sintra também estará encerrado e controlado pela Polícia Municipal.
Por seu lado, a sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML) informou que “as condições meteorológicas extremas e o consequente agravamento do risco de incêndio florestal que a região enfrenta” levaram ao encerramento do perímetro florestal e dos monumentos na serra de Sintra, “por questões de prevenção e segurança”.
Os monumentos encerrados são o parque e Palácio Nacional da Pena, o Castelo dos Mouros, o parque e Palácio de Monserrate e o Convento dos Capuchos.
Os palácios nacionais de Sintra e de Queluz, bem como as instalações da Escola Portuguesa de Arte Equestre, em Belém, permanecem abertos nas condições habituais.
A PSML indicou ainda que os visitantes com bilhetes para qualquer um dos monumentos encerrados no sábado podem reagendar a visita ou, em alternativa, visitar o Palácio Nacional de Sintra ou o Palácio Nacional de Queluz nesse dia.
Perigo máximo
Mais de 160 concelhos de todos os distritos do continente, exceto Viana do Castelo, apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Em perigo máximo de incêndio estão mais de 160 concelhos do Porto, Aveiro, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.
O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.




