ELEIÇÕES/ENTREVISTA
ILDEFONSO GARCIA – CDU
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Mundo Lusíada
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A CDU dará destaque ao reforço dos apoios concedidos aos emigrantes reformados e aos mais carenciados, através da proposta de criação de um mais amplo fundo de apoio social. Continuaremos a defender a promoção da cultura portuguesa, exigindo um maior investimento em meios humanos, técnicos e materiais para esta divulgação e apoiando a promoção de projectos de intercâmbio de jovens luso descendentes com Portugal.
Uma das nossas maiores prioridades será a luta contra o desmantelamento da rede consular, empreendido pelo governo Sócrates/PS, exigindo serviços consulares modernos, eficazes e acessíveis, garantindo um serviço público de qualidade.
Destacamos ainda o apoio e incentivo da participação cívica e política dos emigrantes, com a valorização do movimento associativo,recreativo e desportivo e respeitando a autonomia do CCP, através da criação de condições técnicas e materiais que possibilitem o exercício pleno das suas funções.
Os emigrantes ao votarem na CDU garantem a continuidade da luta pelos seus interesses.
ILDEFONSO GARCIAInês ZuberIldefonso GarciaLudgero EscovalDeonilde Marques Pereira
CARLOS PÁSCOA – PSD
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Mundo Lusíada |
Na qualidade de Deputado das Comunidades e de novamente candidato nas eleições legislativas de 27 de Setembro, tenho como meta e preocupação permanentes a valorização dessas Comunidades e a melhoria do atendimento às suas necessidades.
No caso específico de Santos temos um bom exemplo do trabalho que temos que desenvolver e de como temos que actuar em prol de defender os interesses das Comunidades. No período em que o actual Governo Socialista informava o encerramento do Consulado de Santos, apresentando como alternativa enviar um funcionário de São Paulo duas vezes por semana para fazer o atendimento à Comunidade, actuei em conjunto com as Associações e com a Comunidade no sentido de demonstrar ao Governo que estava cometendo um dos maiores erros contra uma das mais respeitadas Comunidades Portuguesas do mundo.
Pela minha actuação principalmente na Comissão de Negócios Estrangeiros, cheguei a ser “acusado” pelo Secretário de Estado de ser Deputado de Santos e não das Comunidades. Esta afirmação do Secretário de Estado foi para mim a maior prova de que estava desempenhando o meu mandato com a garra e com a determinação a que me tinha proposto quando da minha eleição. Por isso entendo que a prioridade de um Candidato da Emigração terá que ser sempre o de valorizar as Comunidades.
Hoje estou feliz porque um empresário decidiu assumir o encargo que é do Estado Português na cidade de Santos, estou feliz mas não tranquilo, pois se esse empresário amanhã decidir não continuar assumindo um ónus que é do Estado, poderemos voltar a ter problemas, por essa razão vou lutar para que o Estado Português assuma a sua responsabilidade mesmo que se mantenha a administração privada.
CARLOS PÁSCOADEPUTADO PELO PSD ELEITO PELO CÍRCULO DE FORA DA EUROPA
JOSÉ DUARTE – PS
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Mundo Lusíada |
As minhas prioridades políticas serão as que radicam no trabalho que é sempre necessário fazer para promover a aproximação entre os portugueses que vivem fora do país e Portugal. Há sempre muito trabalho a fazer nesta matéria, não só melhorando os serviços do Estado, mas também mantendo a pressão para que as políticas do Governo sejam implementadas.Estou convencido que Portugal precisa de continuar na senda da modernização. E neste aspecto, numa houve um Governo tão reformista como o do Primeiro-Ministro José Sócrates. Ao termos um Governo que moderniza o país, estamos também a contibuir para que todos os portugueses da diáspora sintam orgulhosos do seu Portugal.
Portugal é hoje um país que está na frente em algumas áreas, como na política energética e em algumas áreas da medicina. Temos uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo. As políticas sociais nunca foram tão longe, com aumentos enormes das pensões mínimas e do salário mínimo, da distribuição gratuita de genéricos para idosos.
Tomando aquilo que é o nosso programa, podemos ver que ele tem uma ambição maior, porque pretende dar uma projecção mais forte às políticas para as Comunidades na estrutura do Governo. E isto é muito importante para dar visibilidade às políticas para as Comunidades e para em Portugal os portugueses sentirem que o seu Governo dá, de facto, a importância devido a quem está fora do país. Por isso, eu irei batalhar para que estes objectivos sejam atingidos e os nossos compatriotas aqui no Brasil sintam que vale a pena apostar no Governo do PS.
É obvio que irei sempre batalhar para os serviços consulares sejam mais eficazes, para que haja uma efectiva projecção dos valores e personalidades das comunidades, dos luso-descendentes, da economia, da cultura. Eu lembro aqui que foi um Governo do PS que criou os apoios para os idosos e os excluídos, o ASIC e o ASEC. Estes apoios são muito importantes para os nossos compatriotas aqui no Brasil, porque há muitos que beneficiam dele. Eu gostaria até que pudesse haver um reforço dessas prestações. Vamos ver.
O nosso programa do PS para as Comunidades é muito ambicioso e coerente e aponta muitos caminhos. É nesses caminhos que eu continuarei a insistir, sempre em colaboração com os outros candidatos e com o PS..
JOSÉ DUARTE – PSCandidato do PS (Partido Socialista) pelo círculo de fora da Europa
CASIMIRO MARTINS – PND
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Ronaldo Andrade |
País “arquipélago” após o Império, PORTUGAL – para sobreviver – depende da coesão de seus quatro “arquipélagos” componentes, que formam a rica zona socio económico-cultural lusófona distribuída pelos cinco continentes: Continente, Diáspora, Açores e Madeira, com cerca de 14.000.000 de portugueses natos, mas COM VÁRIAS DEZENAS DE MILHÕES DE LUSO-DESCENDENTES, orgulhosos de seus ancestrais, cultivando suas raízes, desejando conhecer o berço de seus ascendentes, cultuando os seu valores e dando a conhecer ao mundo uma cultura rica e plural, onde o idioma, os costumes, a culinária e tudo quanto caracteriza essa nossa cultura estão impregnados da vivência multissecular dos e-imigrantes entre todos os povos do Globo Terrestre.
Há que UNIR esses quatro arquipélagos, eliminando discriminações injustas e aberrantes, acabando com tratamentos de primeira, segunda e terceira classes, a todos tornando iguais perante a lei, quando TODOS os direitos nela consignados o sejam de TODOS os portugueses, qualquer que seja o lugar de nascimento, o país onde vivam, a profissão, o grau de instrução, a idade ou o sexo.
Para conseguir tal objectivo, defendo – e proporei, se eleito for – entre outras, as seguintes medidas concretas:01 – Criação – na dependência da Presidência da República, para não depender de políticas variáveis de governos instáveis – de um ÓRGÃO ESTRATÉGICO de APOIO à DIÁSPORA.02 – O direito automático à nacionalidade portuguesa de todos os descendentes de portugueses até a terceira geração. Se já se encontrasse em vigor, tal direito teria facilitado a IMIGRAÇÃO de luso-descendentes nas últimas décadas, com as vantagens que daí resultariam.03 – O recadastramento imediato – total e geral – dos membros da DIÁSPORA até a terceira geração, com o alargamento da rede consular a todos os seus núcleos com mais de MIL representantes, recorrendo a consulados honorários de baixo custo.04 – Equiparação dos custos de documentos nos consulados, aos cobrados na metrópole, tendo em vista as circunstâncias locais e com subsídio parcial ou total aos cidadãos carenciados.05 – Que o voto se processe via correio, de modo a possibilitar a todos o exercício desse direito constitucional, hoje privilégio de quem reside próximo das sedes consulares.06 – Que a Secretaria de Estado das Comunidades seja – efectivamente – um órgão voltado para o APOIO, os DIREITOS e INTERESSES da DIÁSPORA, dirigida por quem conheça, defenda e se dedique aos seus anseios, objectivos e metas maiores e não por politiqueiros a serviço de causas menores.07 – Que os milhões de portugueses na DIÁSPORA passem a ter – na Assembleia da República e em todos os outros órgãos de Poder – a representação proporcional ao seu número, importância económica e valor cultural, enquanto verdadeiros e legítimos representantes da Nação nos países de acolhimento e verdadeiros embaixadores da LUSOFONIA.08 – Que o CCP- Conselho das Comunidades Portuguesas volte à sua pureza original, com os 100 conselheiros eleitos pelos seus companheiros da DIÁSPORA, seja INSTITUCIONALIZADO e definitivamente liberto de todo e qualquer Secretário de Estado, partido e ou ideologia política.
Apontados os objectivos e conquistas principais que decididamente assumo como indeclináveis, e pelas quais LUTEREI se FOR por VÓS ELEITO, PROMETO – EM TUDO QUANTO INTERESSE À DIÁSPORA – não dar tréguas aos meus pares da Assembleia da República, até que os seus direitos sejam implantados e respeitados.
CASIMIRO MARTINSCandidatos a Deputado pelo Circulo Fora da Europa (PND) – Partido Nova DemocraciaCasimiro Martins Rodrigues – BrasilNelson Magalhães Fernandes – Suiça








