Por António Vallacorba Para o Mundo Lusíada
Fotos: Divulgação

Numa cerimônia presidida pelo padre José V. Arruda, responsável da MNSFL, contou a honrosa presença de Gilles Vaillancourt, presidente da Câmara Municipal de Laval, que cedeu o terreno; várias outras individualidades lavalenses, civis e religiosas; Francisco Salvador, conselheiro das Comunidades Portuguesas, assim como muitas das pessoas mais diretamente à concretização deste arrojado projecto: Idalina Moniz, empregada camarária e afecta à Missão; António Vicente e Honorato Marques, ambos alvanéis.
Nos discursos da praxe, a maioria dos oradores enalteceu o contributo dos portugueses na vida económica e social de Laval, tendo ainda sido feita pelo padre Arruda e Francisco Salvador alguma referência histórica acerca de Pedro da Silva. Paralelamente, o responsável desta Missão quis transmitir publicamente o reconhecimento e agradecimento da sua comunidade, sabendo-se que “tudo foi feito com boa vontade e muito amor, com muito trabalho e muito sacrifício. Sabemos que cada pessoa ofereceu o seu melhor, não buscando honras e louvores, mas simples e unicamente, buscando servir e dignificar a comunidade”.
O parque agora inaugurado, adjacente à igreja, é um espaço privilegiado e que muito enobrece toda a área limítrofe, sobretudo o complexo paroquial da Missão. Completamente arrelvado, com bancos, iluminação e fontanário, sobressai-lhe contudo o interessante quiosque, de dimensões assaz generosas, à base de cimento e com algum acabamento em madeira e alumínio, ficando apenas por fazer ainda a respectiva arborização.

Natural do Continente, Pedro da Silva chegou com os franceses ao Quebeque em 1673 e distinguiu-se como pioneiro na distribuição de mala postal e de outras mercadorias. Aqui casou com uma franco-canadiana, teve 11 filhos e cuja descendência é conhecida pelo nome Dassylva.




