Da redação Com agencias
Em encontro com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se ofereceu para receber uma cúpula de líderes da comunidade internacional para coordenar de forma conjunta a crise financeira. "Estou desejando presidir a cúpula e receber propostas do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e de outros nos próximos dias" declarou Bush em Camp David, ouvido com expectativa após a Casa Branca ter dito anteriormente que não ia haver grandes anúncios na reunião trilateral. Segundo Bush, tanto países desenvolvidos como nações em desenvolvimento serão convidados para a cúpula. O presidente norte-americano garantiu que os países do G7 trabalharão juntos para resolver a crise global, com uma "resposta séria à escala mundial". Durão Barroso também fez um apelo para que a comunidade internacional promova uma resposta rápida à crise. "Necessitamos de uma nova ordem financeira global", declarou. Segundo o presidente em exercício da UE, Nicolas Sarkozy, a realização de uma cimeira internacional deverá acontecer antes do fim do ano. Bush ainda voltou a afirmar que o programa de resgate financeiro demorará algum tempo para restabelecer o fluxo de crédito, e negou que o pacote de salvamento do setor financeiro signifique uma nacionalização dos bancos. O G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Japão e Itália) já anunciou um "plano de ação" de cinco pontos para combater a crise, para evitar a falência dos grandes bancos. Na Europa, além dos problemas financeiros, os líderes europeus também ratificaram o Pacto da Imigração, apesar de protestos. A UE conseguiu unanimidade para confirmar também seu pacote climático, que reduz em 20% as emissões de gases efeito estufa até 2020 e aumenta a participação de fontes renováveis em 20% no total da energia consumida no bloco. A presidência européia promete buscar "soluções apropriadas para as preocupações específicas" de cada país, disse Sarkozy, já que muitas nações estão preocupadas com adaptação às metas climáticas para as indústrias em meio à atual crise.
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