Funcionários dos Correios suspendem greve no Brasil

Da Redação
Com EBC

Após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidir no dia 17 que 70% dos empregados dos Correios mantivessem as atividades da empresa, os funcionários suspenderam a paralisação.

Com a decisão dos empregados, os Correios vão manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio pelo tribunal.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (3,25%) e não querem cortes de direitos conquistados.

Os empregados também são contra a eventual privatização dos Correios.

Em nota, os Correios afirmaram que, ao longo dos dois meses de negociação, buscaram construir uma proposta de acordo coletivo dentro das condições financeiras suportadas pelo caixa da empresa.

Para os Correios, as federações reivindicam vantagens impossíveis de serem concedidas no atual momento.

Ainda na nota, os Correios afirmam que, por meio do julgamento do dissídio, esperam chegar a um entendimento razoável sobre o acordo coletivo.

O governo português tinha se pronunciado sobre o envio dos boletins de voto para os eleitores no Brasil, que estava dificultado pela greve dos correios no país, adiantando que trabalhava numa forma de ultrapassar essa situação para os emigrantes pudessem votar nas legislativas de outubro.

A maioria dos emigrantes portugueses votam para a Assembleia da República por correspondência, sendo que nas legislativas de 06 de outubro, pela primeira vez, puderam optar por votar presencialmente nos consulados.

O Brasil conta com 220.610 inscritos nos cadernos eleitorais, 1.335 dos quais optaram por votar presencialmente no consulado e os restantes por correio.

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