Brasil vai emitir visto eletrônico para turistas de quatro países

Da Redação

Até outubro de 2017, mais de US$ 4,8 bilhões já foram movimentados por turistas que visitam o Brasil para conferir a cultura, a história e as belezas naturais do País. Para fortalecer o turismo brasileiro, a entrada dos visitantes da Austrália, Japão, Canadá e Estados Unidos ficará mais simples com o visto eletrônico, que está sendo emitido desde 21 de novembro para os australianos.

O próximo país a ser beneficiado com a novidade será o Japão, em 11 de janeiro, seguido pelo Canadá, no dia 18, e pelos Estados Unidos, em 25 de janeiro. As nações foram escolhidas por serem responsáveis por 60% dos pedidos de visto para o Brasil: em 2015, foram 400 mil vistos para turismo ou negócio para os turistas desses países.

A iniciativa foi proposta pelo Ministério das Relações Exteriores; e o Ministério do Turismo a apoia com a divulgação, já que é esperado crescimento no número de turistas e, consequentemente, dos valores movimentados por eles no País, gerando emprego e renda.

“Antes, o turista tinha de pegar toda sua documentação e levar ao consulado brasileiro, e levava cerca de 30 a 40 dias para receber o visto. Com o visto eletrônico, você faz o upload dos documentos e o recebe em 72 horas”, explica o chefe da Assessoria de Relações Internacionais do Ministério do Turismo, Rafael Luisi.

Além disso, os turistas não vão mais precisar se deslocar até o consulado brasileiro mais próximo e os vistos ficaram mais baratos: nos Estados Unidos, por exemplo, o valor vai cair de US$ 250 para US$ 40.

O processamento do visto eletrônico não é de urgência e dura até cinco dias úteis, portanto o turista deve solicitar previamente, lembra o conselheiro Paulo Gustavo Iansen de Sant’Ana, chefe da divisão de Imigração do MRE. Cerca de 500 mil vistos devem ser emitidos pelo novo sistema, que vem sendo preparado desde o ano passado.

“Esse é um projeto que já vem de longa data, porque, para que ele fosse factível, foi necessária a adoção de passos como a integração da base de dados do Itamaraty com a da Polícia Federal, para que o estrangeiro possa entrar sem mostrar papéis. A Polícia Federal consegue o identificar de imediato”, comenta o conselheiro.

Isenção

Além do visto eletrônico, o Brasil está facilitando a entrada de turistas de outros países por meio da isenção de vistos e da criação de visa centers. No caso dos acordos de isenção, o brasileiro também é beneficiado e pode entrar nas nações somente com o passaporte, sem vistos ou documentações a mais.

“Já assinamos cerca de 90 acordos com grandes parceiros, como países da América, União Europeia, África do Sul, Rússia, mas com alguns mercados ainda não foi possível fechar acordos dessa natureza. Então, a solução do visto eletrônico cai como uma luva”, diz Sant’Ana.

Na China, foram instalados cinco visa centers, locais que avaliam a documentação e enviam ao consulado brasileiro. Com isso, o tempo de processamento foi reduzido de 40 para cinco dias. “Nossa intenção é que a China, que hoje manda 120 milhões de turistas para o mundo por ano, tenha maior facilidade de vir para o Brasil, que recebe atualmente 50 mil turistas chineses”, afirma Rafael Luisi.

A meta para 2018, segundo Sant’Ana, é aumentar o número dos centros para 15. “Com a China, houve vários avanços. Durante a visita do Presidente da República à China, ele assinou acordo que amplia a validade do visto de turista de 90 para cinco anos e de negócios de três anos para cinco”, ressaltou.

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