Rancho Folclórico da Casa de Portugal de Campinas completa 67 anos com jantar e folclore da Lusa

Apresentação do Grupo Folclórico da Portuguesa. Foto Mirandinha (Portal do Folclore)

No dia 25 de abril (o dia em que se comemorava a Revolução dos Cravos), a Casa de Portugal de Campinas promoveu uma grande e animada festa de aniversário do seu maior “cartão de visitas” – o Rancho Folclórico da entidade, que tem como ensaiadora e Diretora Adjunta de folclore, a Andréia Gomes.

O Rancho anfitrião recebeu como convidado, o co-irmão vindo de São Paulo, um dos mais tradicionais da Capital, o Grupo Folclórico da Associação Portuguesa de Desportos. Além dos atrativos no palco, tivemos nessa noite o melhor cardápio lusitano da região, num jantar completo com entradas típicas – bolinho de bacalhau, alheira e linguiça e pratos principais como moqueca de bacalhau e bacalhau à Gomes de Sá – um sucesso incontestável da Casa e um dos grandes motivos para o sempre expressivo público frequentador comparecer.

Em depoimento ao Mundo Lusíada, a diretora responsável pelo folclore da Casa, a Andréia Gomes, apontou como destaque da apresentação o “Fandango do Ribatejo” com André, Gláucio, Olívio e Albino. Andréia também citou (no palco, durante a apresentação) os nomes dos componentes que vão até a Casa e muitos nem são de Campinas, como Akira e Bárbara que são de Vinhedo; Mariana Novello de Sumaré; a Isilda de Valinhos; André e João de Jundiaí; de São Paulo: Márcia, Albino, Rafaela, Gláucio, Sr. Fernando, Adriano, e o chinês mais português do mundo: Pedro Cham; de Santo André vem a Denise; a Mariana Missio de São Bernardo; de São Carlos tem a Fátima e a Clara; de Rio Claro a Regina, Olívio, a Carolina e própria Andréia que estava apresentando; finalmente o pessoal de Campinas: Rosinha, Mário, Sr. Queiroz, Manuel, Edna, Eliana, Milton, Carlos, Manuela, Sandra e Eduardo.

“Nossa festa foi incrível, foi celebrado o aniversário de 67 anos do nosso Rancho que foi fundado um ano depois da fundação da Casa de Portugal”, lembrou Andréia citando que atualmente tem dois componentes, a Dona Rosinha e o Sr. Manuel, remanescentes lá da época da fundação em 1959. “Foi uma noite muito bonita, nós convidamos o Grupo da Lusa pra participar junto com a gente, foi muito animado, uma verdadeira reunião entre amigos! Teve um momento em que nosso Rancho subiu ao palco para dançar com a Lusa o Malhão Malhão… pode se dizer que houve um intercambio mesmo! Então foi uma noite de festa, muita alegria e descontração – para nossos componentes e para nosso público”, disse a Andréia.

A idéia foi homenagear o início da história do Rancho, então teve uma apresentação dividida em duas partes. A primeira parte foi para o Ribatejo, porque o Rancho quando foi fundado, tinha o apelido de “videirinha” e dançava as músicas do Ribatejo, com os trajes daquela região. “E nós usamos esses trajes, as camisas, exatamente os mesmos trajes. E foi incrível. É um traje que tem muita história. Aquele traje já rodou bastante”, referiu ela.

A segunda parte da apresentação especial de aniversário foi a parte do Minho. Os componentes dançaram as duas partes pra homenagear o passado e o presente do Rancho.

Nesta noite festiva a presidente Ana Calvinho não pôde estar presente porque foi participar do lançamento do livro (30 Mulheres 30 Histórias), em evento no Arouca SP Clube. Além da presidente Calvinho, a própria Andreia também escreveu um capítulo do livro, “mas como ia dançar também, não pude estar presente no lançamento”, disse ela que no final da noite ainda contou com a presidente quando ela retornou de S.Paulo. O vice-presidente Gaspar Baptista representou Ana Calvinho no evento, que também contou com o apresentador Pedro Peixoto.

O público presente aplaudiu muito por ver o desprendimento dos componentes em participar e mostrar realmente o amor pelo folclore e pala cultura portuguesa, de viajar, de estar longe de casa mas fazendo parte do grupo. “Isso é muito gratificante”, refere a Andréia que é uma dessas componentes que se dedica inteiramente e há décadas em prol da cultura lusa.

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