Museus, Monumentos e Palácios passam a acolher regularmente concertos e ópera

Público ocupa os apenas os lugares marcados na Casa da Música para assistir ao concerto da Orquestra Barroca. Um dos principais equipamentos culturais no Porto retoma os concertos apenas na Sala Suggia e com lotação limitada devido à atual situação da pandemia da covid-19, 01 junho 2020, Porto. ESTELA SILVA/LUSA

Da Redação
Com Lusa

Os Museus, Monumentos e Palácios Nacionais portugueses vão passar a acolher, numa base regular, concertos, ópera e bailado, no âmbito de um protocolo entre a DGPC e o Opart.

De acordo com a Direção-Geral do Patrimônio Cultural (DGPC), num comunicado divulgado quarta-feira, o protocolo de cooperação entre aquela entidade e o Organismo de Produção Artística (Opart) foi assinado em Lisboa, e prevê que “os Museus, Monumentos e Palácios Nacionais passem a acolher regularmente uma programação de concertos, ópera e bailado”.

“As duas entidades propõem-se realizar coproduções ou outras ações culturais conjuntas envolvendo os corpos artísticos do Opart [Orquestra Sinfónica Portuguesa, Coro do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e Companhia Nacional de Bailado (CNB)] e os meios patrimoniais, financeiros e humanos da DGPC”, lê-se no comunicado.

A programação, “que oportunamente será anunciada, traduz-se na conquista de novos públicos e de novos palcos para os corpos artísticos tutelados pelo Opart, ao mesmo tempo que promove a dinamização do Patrimônio Cultural Português afeto à DGPC”.

O Festival ao Largo, que irá decorrer entre sexta-feira e 25 de julho no pátio do Palácio Nacional da Ajuda, “constitui a primeira concretização desta nova parceria, reunindo espetáculos de música, bailado e também de teatro”.

O protocolo de cooperação agora assinado vigora até 31 de dezembro de 2021.

Equipamentos de diversão

O Governo também autorizou o funcionamento de equipamentos de diversão e similares mediante o cumprimento das regras sanitárias e de segurança aplicáveis, exceto nas áreas em que seja declarada situação de calamidade ou de contingência.

A autorização consta de um despacho publicado em suplemento na quarta-feira em Diário da República (DR) e assinado pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

O despacho determina que as instalações e os estabelecimentos podem funcionar desde que cumpram as orientações e instruções definidas pela Direção-Geral da Saúde, “em parecer técnico especificamente elaborado para o efeito”.

De acordo com o documento, esta determinação não se aplica às áreas em que seja declarada a situação de calamidade ou a de contingência.

O despacho refere também que o funcionamento de equipamentos de diversão e similares é permitido desde que funcionem em local autorizado, nos termos legais, pela autarquia local territorialmente competente e cumpram a demais legislação aplicável.

Entre as instalações e estabelecimentos encerrados, encontravam-se as “atividades recreativas, de lazer e diversão, onde se incluem os salões de dança ou de festa, os parques de diversões e parques recreativos e similares para crianças, bem como outros locais ou instalações semelhantes”.

Os equipamentos de diversão e similares autorizados a funcionar estão sujeitos à fiscalização das entidades competentes.

No despacho é ainda referido que a situação pode ser revista se ocorrer uma modificação das condições.

Numa nota, a Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), que organizou vários protestos a exigir a retoma da atividade, congratulou-se com a autorização do funcionamento dos equipamentos pelo Governo.

“É oficial. Terminadas as manifestações dos Profissionais Itinerantes Certificados. Conseguimos. Sangue, Suor, Sacrifícios com muita despesa e determinação”, refere Luís Paulo Fernandes da APIC na nota.

Devido ao surto de covid-19, os negócios itinerantes em eventos culturais, feiras, festas, romarias e circos, a maioria das quais canceladas, ficaram comprometidos.

A retoma da atividade, que foi suspensa por causa da pandemia de covid-19, tem vindo a ser reclamada pela Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), que organizou vários protestos por não “entender porque é que a atividade não podia recomeçar.

Em 05 de maio, a Assembleia da República aprovou um diploma do grupo parlamentar comunista, com a abstenção do PS, PSD, CDS e IL, que cria um regime de apoio à atividade dos feirantes.

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