O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que o Governao vai reforçar os comandos metropolitanos da PSP do Porto e de Lisboa com 200 novos agentes para cada uma destas estruturas.
Luís Montenegro falava após uma “reunião extremamente produtiva” com os presidentes das autarquias de Lisboa e do Porto, Carlos Moeda e Pedro Duarte, após a qual afirmou que o tema da segurança “tem sido um assunto dominante” das suas conversas com estes autarcas.
O primeiro-ministro explicou que estão em cursos dois processos de formação de agentes da PSP – “um terminará no final do primeiro semestre e o outro no final do ano” – e que depois haverá a alocação dos 400 agentes anunciados para que se possa prosseguir “esta política de assumir a segurança como um pilar fundamental do bem-estar, da qualidade de vida e também da atratividade e do esforço de desenvolvimento económico dos dois territórios”.
“É sabido que o Governo já deu acolhimento à pretensão das câmaras municipais de Lisboa e do Porto em acrescentarem 180 polícias municipais aos seus quadros, 100 em Lisboa e 80 no Porto, o que revela também com participação das autarquias no esforço de reforço do policiamento e da segurança nos dois municípios”, acrescentou ainda.
Haverá ainda um reforço das ações de patrulhamento do corpo de intervenção da PSP nestas duas cidades, nomeadamente nas zonas de “maior implicação” do ponto de vista criminal.
Montenegro avançou também que está a ser preparada uma “reorganização dos serviços prestados” nas esquadras da PSP do Porto, Lisboa e Setúbal, para libertar cerca de 500 agentes para “funções de patrulhamento”.
“É um objetivo muitas vezes reiterado e que queremos concretizar de, através da reorganização dos serviços internos, podermos libertar mais agentes para funções policiais de rua, para podermos também com isso ter uma maior expressão da presença de polícias nas ruas de Lisboa e do Porto, neste caso também de Setúbal”, concretizou.
Ainda dentro da área da segurança, o primeiro-ministro revelou ainda que estão a ser desenvolvidas “soluções tecnológicas” que possam “apetrechar” os agentes policiais com “maior apoio” para que possam investir o tempo que passariam “em funções burocráticas e administrativas” em funções operacionais.
Porto
O Porto vai “enterrar” a Avenida da Associação Empresarial de Portugal (AEP) para ligar as duas margens que esta artéria separa em Ramalde e criar o Distrito Económico e Empresarial do Porto.
Luís Montenegro explicou que a Zona Industrial de Ramalde vai passar por uma “reorganização urbana de todo aquele espaço” para o direcionar “para um potencial que junte aquilo que já existe do ponto de vista industrial, do ponto de vista dos serviços, a novas utilizações, novos enquadramentos, nomeadamente no que diz respeito a empresas tecnológicas”.
O primeiro-ministro comparou estes planos ao projeto lisboeta “Parque Cidades do Tejo”.
As especificidades do futuro “Distrito Económico e Empresarial do Porto” foram reveladas por Pedro Duarte, que informou que o projeto vai alavancar a criação de “até 35 mil novos postos de trabalho”, mas também a criação de “até seis mil novas habitações para a classe média”.
“A nossa intenção é enterrarmos a atual avenida AEP para podermos ligar as duas margens daquela zona industria e podemos criar um grande parque de habitação, de espaços empresariais, de serviços, espaço público para usufruto das comunidades, com espaços verdes, para a prática desportiva”, acrescentou o autarca, que sublinhou também a preferência pela utilização da mobilidade suave.
O presidente do município afirmou ainda acreditar que o Porto “tem condições para ser um ‘hub’, um centro do ponto de vista de empresas tecnológicas” e que este novo espaço vai ser “dinamizador” no contexto da Área Metropolitana.
Não foram indicadas datas para o avanço do projeto.




