Grupo Cultural Cabo-Verdiano radicado em Santo André comemora a marca histórica de 30 anos de fundação

Foto divulgação

Da Redação

A pesquisadora, folclorista, diretora de artes e ensaiadora Lutxa Reis, sendo atualmente a responsável pelo Grupo Cultural Cabo-Verdiano informou sobre a marca histórica de 30 anos de fundação desse grupo que representa a cultura de Cabo Verde no Brasil.

Fundado em 14 de setembro de 1996 por emigrantes cabo-verdianos, seus descendentes radicados na cidade de Santo André (São Paulo), no entorno do populoso bairro de Camilópolis desde a década de 1920, foi se formando ao longo do tempo pelos emigrantes, seus descendentes e brasileiros, com faixa etária entre 4 aos 84 anos.

Ao Mundo Lusíada a diretora lembra que este Grupo Cultural surgiu com o intuito de resgatar, preservar, transmitir e divulgar a Cultura Tradicional de Cabo Verde dentro da comunidade e a brasileiros interessados, no campo da dança, música e teatro, traçando elos importantes entre a história do Brasil e de Cabo Verde (África), desde o seu descobrimento em 1460 até a Geminação entre Santo André e a Ilha de São Nicolau (Cabo Verde).

“É um grupo amador e independente, apoiado pela Diretoria Cultural e Recreativa da Associação Caboverdeana do Brasil, à qual se propõe dar visibilidade, voluntariedade e divulgar o país especialmente na cidade de acolhimento”, referiu.

Lutxa Reis também lembrou da maior expressão artística do país em todos os tempos: Cesária Évora, a “diva dos pés descalços” uma das maiores representantes da música de Cabo Verde no mundo, que inspirou o grupo a se apresentar sempre “descalço”, em honra a memória dela e dos “escravizados” que por ali passaram a caminho do Brasil e o resto do mundo.

“Em dias chuvosos ou em palcos cheios de fios de eletricidade optam por usar o ‘samatan’ ou ‘plastin’, também tradicional – por segurança. A oralidade e o tradicional é seu foco, para além do show. Assim representamos Cabo Verde e a Cidade de Santo André dignamente há 30 anos”. comentou a diretora que conta com o Presidente José Augusto do Rosário, a Coreógrafa Bebé Rosário, e ela própria, pesquisadora que é a diretora de artes Lutxa Reis.

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