Skatista é a medalhista mais nova do Brasil na história dos Jogos Olímpicos

Da Redação

Rayssa Leal fez história nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Na estreia do skate na competição mais importante do esporte mundial, a brasileira de apenas 13 anos conquistou a medalha de prata e se tornou a mais jovem atleta do Brasil, entre homens e mulheres, a subir ao pódio na história olímpica.

“Não caiu a ficha ainda. Poder representar o Brasil e ser uma das mais novas a ganhar uma medalha. Eu estou muito feliz, esse dia vai ser marcado na história. Eu tento ao máximo me divertir porque eu tenho certeza de se divertindo as coisas fluem, deixa acontecer naturalmente, se divertindo”, afirmou o atleta, que cativou o público brincando, dançando, aplaudindo as manobras das adversárias e se divertindo enquanto competia contra as melhores do mundo na final em Tóquio.

Na disputa que decidiu a medalha, Rayssa atingiu 14,64 e foi superada apenas pela japonesa Nishiya Momiji, com 15s26. Outra atleta da casa, Funa Nakayama fez 14,49 e ficou com o bronze.

Rayssa continuou se divertindo após subir ao pódio. Fez piada com a medalha, “pesa mais do que eu”, e levou um susto ao descobrir que tem mais de 2 milhões de seguidores no Instagram.

A jovem skatista acredita que a medalha dará um impulso ao skate feminino e incentivará meninas como ela a não terem medo de praticar a modalidade.

“Saber que muitas meninas já me mandaram mensagem no Instagram falando que começaram a andar de skate ou os pais deixaram andar de skate por causa de um vídeo meu, eu fico muito feliz porque foi a mesma coisa comigo. Minha história e a história de muitas outras skatistas que quebraram todo esse preconceito, toda essa barreira de que o skate era só para menino, para homem, e saber que estou aqui e posso segurar uma medalha olímpica, é muito importante para mim”, afirmou.

Mais medalhas Skate

No segundo dia de competições na Olimpíada, o Brasil subiu ao pódio em duas oportunidades. A primeira medalha nos Jogos veio nas disputas do street masculino no skate, modalidade estreante em Tóquio. Na madrugada deste domingo, o paulista Kelvin Hoefler ficou com a prata somando 36,15 pontos, atrás do japonês Yuto Horigomi, que totalizou 37,18.

A outra medalha verde e amarela saiu no judô. Na categoria até 66 kg, Daniel Cargnin, da Sogipa, ficou com o bronze ao vencer o israelense Barush Shmailov. Também no judô, Larissa Pimenta, na categoria até 52 kg, foi eliminada na segunda luta ao levar um ippon da japonesa Uta Abe, bicampeã mundial.

No surfe, o Brasil conseguiu colocar nas oitavas de final os quatro representantes, Ítalo Ferreira, Gabriel Medina, Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima. E seguiu com três brasileiros nas quartas de final do surfe. No caminho rumo ao pódio da modalidade estreante nos Jogos estarão Silvana Lima, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira. Os brasileiros voltam a competir logo mais, às 19h (horário de Brasília) desta segunda-feira (26), com previsão de realização das quartas e semifinais, na praia de Tsurigasaki, a cerca de 100 quilômetro de Tóquio.

Na natação, aconteceram as semifinais dos 100m nado peito com Felipe Lima na piscina. O brasileiro até tentou, mas não rolou. Os destaques foram as classificações de Fernando Scheffer, nos 200 metros livre, e Guilherme Guido, nos 100 m costas, às semifinais. Além deles, o revezamento 4×100 m livre masculino também se classificou. Com Breno Correia, Pedro Spajari, Gabriel Santos e Marcelo Chierighini, o Brasil vai brigar pela medalha.

Na ginástica artística, Rebeca Andrade encantou com sua apresentação e conseguiu se classificar para três finais individuais. Enquanto isso, Flávia Saraiva, apesar de ter se machucado no tornozelo, chegou na final da trave.

O peso leve Wanderson de Oliveira chegou às oitavas de final do boxe. E Gustavo Tsuboi conseguiu uma conquista pessoal, avançando para a terceira rodada do torneio de tênis de mesa masculino. No vôlei, de quadra e de areia, as brasileira também estrearam com vitórias.

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