Enquanto planeja novo estádio, Portuguesa avalia alternativas para mandar seus jogos

Mundo Lusíada com
Netlusa (netlusa.com.br)

A Portuguesa avançou no planejamento de seu novo estádio, que terá obras iniciadas em janeiro de 2026, com previsão de conclusão em até 40 meses. Enquanto isso, o clube ainda precisa definir onde mandará seus jogos na próxima temporada. De acordo com Alex Bourgeois, CEO da SAF, em entrevista ao GE, várias opções em São Paulo e na região metropolitana já foram visitadas e algumas negociações estão em andamento.
Entre os estádios avaliados estão o Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, a Arena Barueri, o Jayme Cintra, em Jundiaí, o Prefeito Gabriel Marques da Silva, em Santana de Parnaíba, o José Liberatti, em Osasco, além de espaços tradicionais como o Pacaembu – onde o clube mandou seus jogos no Paulistão deste ano, e a “Fazendinha”, sede social do Corinthians.
“Mogi das Cruzes tem uma vantagem, do CT para o estádio é muito perto, mas é ruim para a torcida. Santana de Parnaíba também não é muito bom para a torcida. Osasco talvez seja o melhor para a torcida, mas é um estádio que vai precisar de reforma. Nosso maior desejo é fechar um acordo longo com o Pacaembu, estamos empenhados nisso”, explicou Bourgeois.
O dirigente também comentou sobre as mudanças em relação ao projeto apresentado no ano passado. Naquele momento, a proposta não previa a construção de um hotel, o que gerou críticas de parte da torcida, que se sentiu “enganada”. Agora, a ideia foi incorporada para fortalecer a viabilidade financeira e aumentar a integração entre futebol e estrutura do complexo.
“A gente viu que era melhor dessa forma do que a de antes, e está tudo certo, é uma coisa normal dentro do processo. O hotel faz parte da viabilidade do projeto e da integração que a gente quer fazer do futebol”, destacou. Sem calendário até 2026 por conta da eliminação na Série D, a Lusa só voltará a campo na disputa do próximo Campeonato Paulista.

Dirigente também projeta mudanças no perfil de técnico e elenco da Portuguesa

O CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, concedeu entrevista ao GE e destacou que a reformulação do futebol rubro-verde para 2026 passará por uma mudança de perfil no comando técnico e também no elenco. Segundo o dirigente, a eliminação na Série D expôs uma falta de entendimento do grupo em relação ao modelo da competição.
Bourgeois explicou que o próximo treinador precisa ter não apenas conceitos táticos sólidos, mas também energia para lidar com jogos decisivos. “Eu conversei com três ex-técnicos, que foram campeões mundiais, de Libertadores ou multi campeões brasileiros, e todos me falaram a mesma coisa: mata-mata é energia, não é tática”, disse o dirigente ressaltando ainda que, se o formato fosse por pontos corridos, a Lusa teria condições de ser campeã.
Quanto aos jogadores, a SAF pretende buscar perfis específicos de acordo com os campeonatos. Para o Paulistão, a preferência será por atletas mais técnicos e acostumados a competições de alto nível, com atributos de Série B ou Série A, já que o torneio é visto como vitrine. Na Série D, a prioridade será a mentalidade: jogadores que tratem o acesso como obsessão e que estejam dispostos a enfrentar o desafio de forma intensa.
Em relação ao planejamento financeiro, Bourgeois assegurou que a eliminação não altera os investimentos previstos. Até o momento, cerca de R$ 28 milhões já foram aplicados no clube, e a meta para 2025 segue em R$ 30 milhões. Além disso, o gestor reforçou que o aporte máximo projetado, de até R$ 1 bilhão, será mantido ou até ampliado, com gastos ajustados conforme as necessidades do elenco e do projeto de expansão.

Portuguesa agradece presidente da CBF por avanços na Série D

A Portuguesa divulgou nesta quinta-feira (28) uma nota oficial em que manifesta apoio e agradecimento ao presidente da CBF, Samir Xaud, pelo reconhecimento e valorização do Campeonato Brasileiro da Série D. O clube ressaltou que, sob sua gestão, a competição registrou avanços significativos em diversos aspectos.
Entre as medidas destacadas pela Lusa estão a negociação para transmissão das partidas, que ampliou a visibilidade do torneio, e a definição de trios de arbitragem de fora do estado da realização dos jogos. Também foram lembradas as discussões sobre ampliação e formatação da competição, com o objetivo de fortalecê-la.
O comunicado citou ainda ações como a concessão de uma cota extra aos clubes ao fim da primeira fase, reforçando o apoio financeiro, além da ampliação do limite da delegação para 32 pessoas. Outro ponto elogiado foi a implantação do árbitro de vídeo (VAR) a partir das oitavas de final, aumentando a transparência e a justiça esportiva.
“Sabemos dos grandes desafios da divisão de acesso do Campeonato Brasileiro, mas, sob a gestão de Samir Xaud, temos confiança de que os avanços continuarão”, afirmou a Portuguesa na nota, reiterando seu reconhecimento ao dirigente.

Advogada tenta reverter despejo da “Feirinha da Madrugada” do Canindé

A advogada Gislaine Nunes entrou neste dia 28 de agosto com uma nova petição para tentar reverter a retirada da Feirinha da Madrugada do terreno do Canindé. Ela representa a JFB Eventos, juntamente com o ex-conselheiro André Heleno, recentemente banido em reunião do Conselho Deliberativo da Portuguesa, e tem atuado para contestar a decisão que resultou no despejo.
A Feirinha da Madrugada ocupava parte do estádio há anos e foi instalada ainda na gestão de Alexandre Barros, com a promessa de gerar receita milionária para o clube. No entanto, os valores nunca se concretizaram, e a estrutura virou alvo de uma longa batalha judicial. A empresa JFB Eventos tentou impedir a saída, mas não conseguiu manter o espaço.
Em meados de agosto, o local foi completamente desmontado. No último dia 24, a Portuguesa realizou um evento ciclístico em homenagem ao Dia do Ciclismo, e as imagens divulgadas pelo clube já mostravam a área sem as barracas, embora parte da cobertura ainda esteja sendo utilizada.
Mesmo com o desmonte, a disputa segue nos tribunais. Segundo apuração do NETLUSA, Gislaine e André Heleno continuam apresentando recursos, mas até agora todas as tentativas de reverter a decisão foram rejeitadas pelas instâncias responsáveis.

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