O ministro dos Negócios Estrangeiro considerou hoje que desburocratizar o investimento estrangeiro em Portugal é fundamental para convencer os investidores estrangeiros ou da diáspora, apontando a simplificação administrativa como grande prioridade do país.
“A simplificação administrativa é a grande prioridade do país, é o exame por que o governo tem de passar”, defendeu Paulo Rangel na sua intervenção no fórum Portugal Nação Global, que hoje termina em Lisboa.
Ladeado pelo antigo presidente do Banco Lloyds, António Horta-Osório, e pelo presidente do Conselho da Diáspora, António Calçada de Sá, o chefe da diplomacia portuguesa lamentou que em Portugal “se desperdice imensa força, tempo e investimento pessoal porque há barreiras administrativas que são kafkianas”.
Paulo Rangel respondia à questão sobre o que Portugal pode fazer para acelerar a atração de investimento da diáspora e de investidores estrangeiros, explicando: “A burocracia é uma das queixas que mais ouvi dos empresários, a necessidade de simplificar a realização de investimentos”.
A diáspora, acrescentou, “claramente está à espera de um sinal, porque muitos estão disponíveis para investir, mas não para gastar uma parte da sua vida a tentar investir”.
As medidas que fomentem o regresso dos emigrantes portugueses, e investimento dos empresários portugueses a trabalhar no estrangeiro, ocuparam boa parte da sessão plenária ‘2026 e além: Oportunidades para Portugal Global.
Horta-Osório insistiu na necessidade de mexer na fiscalidade para compensar os baixos salários médios em Portugal, e defendeu uma descida no imposto sobre as empresas (IRC) como uma das principais medidas a implementar.
“Tendo as contas equilibradas, devíamos ter um plano para melhorar a qualidade de vida dos portugueses, que têm salários muitos baixos e produtividade baixa; tem de haver apoios para as empresas se instalarem cá e criarem riqueza”, disse Horta-Osório.
O gestor defendeu a criação de “uma única agência de investimentos em Portugal, com capacidade definir incentivos fiscais e negociar rapidamente com as empresas”.
O governo, concluiu, “tem de assegurar as infraestruturas do país e regular o que o setor privado não pode regular, mas depois disso tem de concentrar esforços na melhoria da vida dos portugueses, reduzindo os impostos, ou seja, manter as infraestruturas e depois minimizar os gastos necessários para isso e baixar os impostos com o dinheiro que sobra”.




