Cinco portugueses desaparecidos em La Guaira após sismo na Venezuela

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante a sua audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas na Assembleia da República, em Lisboa, 18 de junho de 2024. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

 Cinco portugueses, quatro da mesma família, estão desaparecidos em La Guaira, na Venezuela, onde dois sismos causaram na quarta-feira dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

A diplomacia portuguesa, que ainda não tem conhecimento de vítimas mortais na sequência destes sismos, admitiu que poderão existir muitas mais situações de portugueses e lusodescendentes afetados, dada a dimensão da comunidade portuguesa no país.

Na Venezuela vive uma das mais importantes comunidades portuguesas no mundo e a segunda maior da América Latina. É maioritariamente oriunda do arquipélago da Madeira, mas também da região centro (Aveiro) e norte (Porto) do país, segundo dados oficiais.

Estima-se que vivam na Venezuela 1,2 milhões de portugueses e luso-descendentes.

Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, as próximas 24 a 48 horas são prioritárias para que seja resgatado o maior número de vidas possível.

O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas. As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.

 O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, manifestou hoje solidariedade para com a Venezuela na sequência dos dois sismos que atingiram o país, durante uma conversa com o homólogo venezuelano.

Rangel falou hoje com Yván Gil para “deixar uma mensagem de solidariedade face ao trágico sismo na Venezuela e para disponibilizar os meios de socorro que estão já praticamente em estado de prontidão”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros numa nota publicada na rede social X.

Na breve nota não foram especificados quais os meios de socorro disponibilizados.

De acordo com o ministério português, o ministro venezuelano agradeceu “a solidariedade portuguesa” e da comunidade lusa no país e “deu nota da situação de grave emergência em que se encontra o país”.

Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 970 feridos, segundo o balanço oficial provisório.

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses e lusodescendentes no mundo.

Durante hoje de manhã, o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não havia indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo estava a acompanhar a situação. 

“Para já não. Temos feito múltiplos contatos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e até ao momento não temos conhecimento de vítimas portuguesas”, disse à agência Lusa Emídio Sousa.

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