O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo português “está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária” para a Venezuela, e deixou uma palavra de solidariedade aos venezuelanos, portugueses e lusodescendentes.
“A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa”, escreveu Luís Montenegro, na rede social X.
O primeiro-ministro assegurou que “o Governo está a acompanhar a situação de perto e está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária”.
“À Venezuela e aos venezuelanos, aos portugueses e aos lusodescendentes deixo uma palavra de firme apoio e de total solidariedade”, refere ainda.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas. As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
Também o secretário-geral do PS sugeriu hoje ao Governo que disponibilize os serviços da Proteção Civil para apoiar as autoridades venezuelanas nos trabalhos de socorro e de buscas após os sismos verificados no país sul americano.
José Luís Carneiro falava aos jornalistas em Olhão, à margem de uma visita a uma empresa de produção de atum, manifestando a sua “solidariedade muito profunda às autoridades venezuelanas” e deixou uma palavra muito sentida de solidariedade à comunidade portuguesa e lusodescendente” que se encontra na Venezuela.
O líder do PS recordou que há “mais de 600 mil portugueses e lusodescendentes que vivem e que têm as suas vidas estabelecidas na Venezuela” e adiantou já ter falado “com pessoas que se encontram no país e que estão a viver momentos de muita dificuldade, de muita angústia”.
O dirigente partidário destacou que Portugal tem “capacidades únicas para busca, resgate e salvamento” em casos se sismos e esses meios já foram enviados para outros cenários internacionais, devendo agora o Governo disponibilizá-los para apoiar as operações de socorro no país.
“E a minha sugestão é que o governo português se disponibilize às autoridades venezuelanas e, junto do mecanismo europeu de proteção civil, possam colocar os meios da proteção civil europeia ao dispor da Venezuela para efeitos de resgate, busca e salvamento de pessoas que possam estar desaparecidas em função destas circunstâncias”, apelou.
A ativação do mecanismo europeu de proteção civil permitiria que meios europeus fossem também “projetados em conjunto”, permitindo uma “maior eficácia na resposta”, até porque a Venezuela também tem comunidades significativas oriundas de outros países europeus, como a Itália, a Alemanha ou a Espanha, exemplificou.
José Luís Carneiro disse já ter falado com um de contacto que tem na Venezuela e, “até agora, não havia reporte de qualquer português” afetado, mas alertou para a possibilidade de isso vir a acontecer, dada a dimensão da comunidade portuguesa na Venezuela e das pessoas que ainda estão para ser socorridas.
Segundo a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezuelana de Televisión que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma “zona de desastre”.
Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.
Também PCP expressou a sua solidariedade com o povo venezuelano e a comunidade portuguesa residente na Venezuela e manifestou o desejo de que os efeitos dos sismos desta quarta-feira sejam rapidamente superados.
“O Partido Comunista Português expressa a solidariedade dos comunistas portugueses à República Bolivariana da Venezuela, ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa na Venezuela, atingida por violentos sismos. O PCP expressa os seus votos de pesar por tão trágico acontecimento e envia as suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas”, escreve o partido numa nota enviada à comunicação social.
Edificio Oasis, Playa grande
— Alerta Mundial (@TuiteroSismico) June 25, 2026
La Guaira, Venezuela
Totalmente colapsado !
Tremendo como se oyen los gritos!! pic.twitter.com/pY8pSy2SPr




