>>> Em uma noite marcada por civismo e reflexão, instituição reuniu comunidade e autoridades no histórico Salão Camoniano; escritor Flávio Viegas Amoreira foi o orador oficial do ato solene.
Da Redação Com Portal TV Portuguesa
O 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, foi celebrado com a esperada solenidade no Centro Cultural Português de Santos. Em um ato que reafirmou a importância da entidade como guardiã da memória lusa na “cidade mais portuguesa do Brasil”, o evento reuniu personalidades e convidados da instituição em uma noite de profunda conexão com as raízes ancestrais.
Com o presidente José Duarte em viagem a Portugal, a sessão foi conduzida pelo presidente em exercício, Dr. Alberto Barduco (contando com o diretor João Batista no comando do protocolo).
Em seu pronunciamento, Barduco destacou o peso simbólico da data: “Celebrar Portugal é celebrar nossa história, nossa cultura, nossa língua e os laços que unem portugueses, luso-descendentes e brasileiros. Esta data representa a identidade de um povo cuja história ultrapassou fronteiras”, afirmou.
Cultura e literatura em destaque
O ponto alto da solenidade foi a palestra do escritor, poeta e colunista cultural Flávio Viegas Amoreira. Reconhecido por sua contribuição à crítica literária e artes, Amoreira traçou uma linha do tempo entre o legado histórico de Camões e a modernidade tecnológica de Portugal. “Comemoramos um milagre de nação. Poucas nações tiveram seu idioma expandido e sua história moldada por poetas que se tornaram potências globais”, observou o orador, que recebeu uma placa comemorativa pela relevante participação.
Homenagens: a arte de preservar
A noite reservou momentos de grande emoção com a entrega de honrarias àqueles que dedicam seu talento à preservação da identidade portuguesa. A restauradora Andreia Aparecida dos Santos Naline foi laureada como “Sócia Benfeitora” da instituição. Com 16 anos de atuação na área e 12 dedicados exclusivamente ao Centro Cultural, Andreia foi fundamental na recuperação das pinturas murais do Salão Camoniano e do Salão José Duarte de Almeida Alves. “Participar da recuperação desses espaços foi um diálogo silencioso com os construtores deste legado; devolver o brilho a esses ambientes é motivo de imenso orgulho”, declarou.
Outro momento de destaque foi a homenagem à Sra. Celeste Mendes, viúva do saudoso Armênio Mendes. A entrega de flores, realizada por Angela Maria Barduco, esposa do presidente em exercício, simbolizou a gratidão da instituição pelo apoio contínuo que a família Mendes dedica à cultura portuguesa na região. Emocionada, Celeste Mendes ressaltou o sentimento compartilhado por todos os imigrantes: “É uma emoção que toca o coração. Onde quer que estejamos, nós imigrantes nos unimos para homenagear Portugal; é uma forma de manter viva a nossa identidade”.
O evento, que contou ao final com um coquetel de confraternização, reforçou o papel vital que as associações portuguesas desempenham em Santos, em São Paulo e no Brasil. Como bem definiu o presidente em exercício Alberto Barduco ao encerrar a sessão: “O Centro Cultural tem orgulho de ser guardião dessa memória e de continuar promovendo essa ponte essencial entre a pátria-mãe e a nossa comunidade aqui em terras brasileiras”.




