Relatório do FMI circula dentro do governo sugerindo o aumento do pagamento por serviços públicos de saúde e a extensão da cobrança a grupos da população até agora isentos.
Da Redação
Com Lusa

O documento avalia que o receituário da troika, de contenção de despesa e diminuição de investimento público, “têm importância crítica no campo da economia e dos sistemas de proteção social” mas não há “avaliações objetivas do impacto na saúde”; conforme prescrevem acordos e declarações seguidas pelos países membros da União Europeia.
Segundo os médicos dos quatro países, a crise econômica e as medidas recessivas “têm implicações bem conhecidas na saúde”, como diminuição de acessos a serviços de saúde apropriados, aumento de casos de depressão, maior suscetibilidade a doenças transmissíveis e agravamento de comportamentos de risco (tanto em termos de dependências químicas como em relação a atitudes de risco, em caso de doenças crônicas).
Dos quatro países, a Espanha é o único que não assinou acordo com a troika, mas segue o diagnóstico de cortar despesas públicas, inclusive na área de saúde.
Em Portugal, relatório do FMI circula dentro do governo sugerindo o aumento do pagamento por serviços públicos de saúde e a extensão da cobrança a grupos da população até agora isentos, como as mulheres grávidas em cuidados do pré-natal e as crianças.




