O primeiro-ministro partilhou hoje uma mensagem sobre o Dia de Portugal, considerando que nesta data ficou claro o objetivo de “esforço conjunto” para um país com mais qualidade de vida e igualdade de oportunidades, com respeito internacional.
Esta mensagem de Luís Montenegro foi partilhada na rede social X, acompanhada por uma fotografia em que aparece com o Presidente da República, António José Seguro, e sua mulher, Margarida Maldonado Freitas, com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, e o presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Luís Garcia, numa esplanada em Angra do Heroísmo.
“Nos Açores, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas deixou claro o objetivo que temos para o país: esforço conjunto para que os portugueses – dentro e fora do território nacional – possam ter mais qualidade de vida, oportunidades iguais e o orgulho de ser parte de um todo que realiza cada um e merece o respeito internacional”, lê-se no texto.
Na mesma mensagem, o chefe do Governo PSD/CDS-PP acrescentou: “Um trabalho em que nenhum português é esquecido, ninguém fica para trás e nenhum interesse é superior ao interesse nacional. Viva Portugal! Obrigado aos portugueses que, pelo mundo todo, são os nossos embaixadores!”.
O primeiro-ministro assistiu hoje à cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, com intervenções do Presidente da República e do presidente das comemorações do 10 de Junho, Miguel Monjardino.
Na sua intervenção, António José Seguro pediu diálogo “em tempos de trincheiras” e coragem para se fazer “escolhas difíceis sem ceder ao populismo”, a pensar no “interesse de longo prazo, mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo”.
Ao falar da emigração dos jovens, o Presidente da República considerou que “o Estado e as empresas têm de reconhecer que o mercado de trabalho ainda não aprendeu a recompensar adequadamente o conhecimento e a inovação” e que isso “é inaceitável” e tem de mudar.
“Precisamos de políticas que fixem talento em vez de o exportar, de salários que reflitam a produtividade e a qualificação dos trabalhadores portugueses, de um mercado de habitação que permita aos jovens construir uma vida no país onde nasceram ou estudaram, de um Estado que simplifique em vez de complicar, que antecipe em vez de reagir, que planeie além do mandato em vez de gerir apenas a urgência do presente”, defendeu.
No plano da política externa e de defesa, António José Seguro insistiu na ideia de que a “autonomia estratégica europeia” é conciliável com a “defesa transatlântica”, e implica “liberdade de decisão e responsabilidade, aperfeiçoando, atualizando e reforçando cooperações bilaterais com os nossos aliados”.
Sem se referir diretamente à Base das Lajes, situada na ilha Terceira, o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas referiu que os Açores estão “num ponto estratégico da relação entre a Europa e o continente americano”.
“É um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades e deveres, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico. Sempre no respeito mútuo do que está assumido, seja com um país, seja com a comunidade internacional e com a Carta das Nações Unidas. E na minha perspetiva, uma situação não está dissociada das outras”, afirmou.
Ex-presidente
Também hoje o ex-presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa classificou como excecional o discurso do atual chefe de Estado, António José Seguro, nas cerimónias do 10 de junho.
“[Foi] um discurso excecional, excecional no que disse, excecional na forma como disse, excecional sobre Portugal, Camões, as comunidades, presente e futuro, excecional”, afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída da cerimónia, que decorreu em Angra do Heroísmo, nos Açores.




