Da Redação
Com agencias

“Acaba por ser uma medida que vai beneficiar oito mil famílias no nosso concelho e que terá um impacto financeiro do ponto de vista do orçamento superior a 300 mil euros”, explicou aos jornalistas o presidente da autarquia, Almeida Henriques, no final da reunião da Câmara.
O desconto no imposto municipal sobre imóveis (IMI) aplica-se às habitações próprias e permanentes e que sejam coincidentes com o domicílio fiscal dos titulares.
Segundo o autarca, trata-se do concretizar de medidas anunciadas em março, num concelho que “é efetivamente amigo das famílias e que está preocupado com esta questão da natalidade”.
“É um impacto (no orçamento) que nós podemos comportar, porque a Câmara tem uma boa saúde financeira e estaremos aqui a abdicar, para os próximos anos, de uma parte da receita do IMI”, acrescentou.
A proposta aprovada será levada à reunião da Assembleia Municipal de setembro e deverá entrar em vigor já no próximo ano. No entanto, o pedido de redução poderá em breve ser feito pelas famílias.
Almeida Henriques referiu que, na reunião, foram também aprovadas refeições gratuitas a partir do terceiro filho no ensino básico e pré-escolar e 20 bolsas de estudo para filhos de famílias numerosas e carenciadas que frequentem o ensino superior.
Pelo menos doze destas bolsas serão destinadas a famílias numerosas (com três ou mais filhos). “Viseu assume-se como pioneiro, como um concelho amigo das famílias, amigo da natalidade, que está a cumprir o que são os seus desígnios naquilo que está ao seu alcance”, frisou.
No entanto, o autarca social-democrata considerou “muito importante que, nos próximos anos, o Governo, seja ele qual for, venha, em sede da Assembleia da República, a encontrar consensos para medidas robustas que deem confiança aos jovens casais” para terem filhos.
Segundo o Diário de Notícias, além de Viseu, Viana do Castelo e Paredes também estão entre as autarquias que já aderiram ao IMI familiar, com cortes que podem chegar aos 20% para as famílias com três ou mais filhos.
O IMI familiar no Orçamento do Estado (OE) de 2015 será aplicado na prática em 2016. A medida depende da decisão das autarquias, mas se todas a adotassem, o benefício chegaria a cerca de um milhão de famílias, segundo o jornal.




