O Embraer KC-390 proveniente da Venezuela com 17 cidadãos portugueses e de outras nacionalidade a bordo aterrou hoje no aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, às 05:18, segundo o ‘site’ AirNav Radar.
De acordo com fonte do ministério da Defesa, o voo transportava 13 cidadãos portugueses, dois italianos e dois franceses.
Os portugueses chegados a Figo Maduro são os primeiros nacionais regressados depois dos sismos registados na Venezuela em 24 de junho, que causaram, pelo menos, 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial, anunciado na segunda-feira.
O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 60, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), havendo 87 desaparecidos.
De acordo com o MNE, estão desaparecidos ou incontactáveis 87 portugueses ou lusodescendentes, dos quais 51 são homens e 36 são mulheres.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
O ministro da Defesa, Nuno Melo, disse na segunda-feira que as Forças Armadas portuguesas mantêm a disponibilidade para apoiar a operação na Venezuela com meios e equipamentos.
O ministro explicou que, até agora, “têm existido pedidos de natureza logística e de transporte” e que a disponibilidade das forças portuguesas para ajudar a Venezuela “é permanente”.
O governante disse ainda não ter conhecimento de qualquer pedido ao Estado de apoio à trasladação das vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes para Portugal.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
Ajuda portuguesa
Portugal está a apoiar a missão de busca, salvamento e primeiros socorros na Venezuela.
— República Portuguesa (@govpt) June 27, 2026
Já chegaram ao país os dois aviões com 23 toneladas de ajuda humanitária e 64 operacionais especializados. pic.twitter.com/YXNP7bGUlG
O Governo português está a preparar a mobilização de recursos financeiros para apoiar a resposta humanitária na Venezuela, em articulação com as autoridades venezuelanas e várias organizações no terreno, anunciou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
“Nós estamos, precisamente, a definir com o Governo da Venezuela o que é que eles precisam, e já temos essa lista, estamos a definir também com as nossas equipas no terreno, as equipas de socorro, a Cruz Vermelha, a Cáritas, etc, há várias instituições, e nós iremos procurar envolver instituições credíveis e com experiência no terreno”, disse aos jornalistas Emídio Sousa, à margem da sessão comemorativa dos 45 anos do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), no Palácio das Necessidades.
Segundo o governante, o executivo pretende garantir que a ajuda enviada corresponde às necessidades identificadas e evitar o envio de bens que possam não ser úteis e evitar “o risco de aparecerem oportunistas”.
Portugal já dispõe de uma lista das necessidades prioritárias, elaborada em conjunto com o Governo venezuelano e com entidades que operam no terreno, sendo que, nas últimas horas, foram realizadas várias reuniões com organizações e entidades públicas para acelerar a resposta, detalhou o secretário de Estado.
“Portanto, já tivemos reuniões com as principais organizações, ainda hoje de manhã, já tivemos reuniões intergovernamentais, através da Sociedade de Estado da Cooperação, tivemos já outra reunião à tarde, e espero, durante as próximas 48 horas, ter já os projetos destas instituições em mãos, para, de seguida, mobilizarmos os recursos financeiros que temos”, disse.
Emídio Sousa garantiu ainda que Portugal tem recursos financeiros que vai “mobilizar para este processo e também para dar informação àqueles que querem colaborar, autarquias, governos regionais, empresas particulares, qual a melhor forma de o fazerem para que, quando chegar lá, seja tudo bem usado”, acrescentou.




