Vacinas na Copa do Mundo, os cuidados necessários antes de viajar

Da Redação com agencias

Com o início da Copa do Mundo de Futebol no Canadá, México e Estados Unidos, muitos torcedores da Europa viajarão para participar do evento, de 11 de junho a 19 de julho. 

Em um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, a Copa do Mundo exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis. 

O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes; os Estados Unidos registraram 49 surtos apenas em 2025; e o Canadá perdeu, em 2026, a certificação de país livre do sarampo.

O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença, título conquistado em 2024. No entanto, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença em 2025 ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, reforçando a importância da imunização como principal forma de prevenção.

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose.

Altamente contagiosa, a doença se espalha pela tosse, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode contaminar outras antes mesmo de saber que está doente. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos, e manchas vermelhas que começam no rosto e depois no corpo. Os sintomas costumam aparecer entre sete e 14 dias após o contato com o vírus.

Os viajantes devem atentar-se, ainda, para a dose contra a febre amarela, ainda que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). 

O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos; e dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem.

Já o diretor regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, para a Europa, Henri Kluge, tranquilizou os fãs do esporte a respeito do risco de transmissão de ebola, afirmando que nenhum dos países anfitriões, nem a Região Europeia, tem casos atualmente.

Recentemente, um paciente tratado para ebola se recuperou em território europeu após a evacuação de Uganda. Ele foi isolado com segurança na Alemanha, e cinco contatos foram separados e monitorados por 21 dias. Nenhum adoeceu.

Atualmente, não há casos ativos na região e nenhuma evidência de transmissão local. Por isso, a OMS afirma que o risco geral permanece baixo.

Mesmo nessas circunstâncias, ele declarou que é preciso estar preparado para grandes eventos, que reúnem milhares de pessoas.

A recomendação é ficar atento a sintomas do ebola, como febre, dores e vômitos. Para pessoas que viajaram recentemente para a República Democrática do Congo ou Uganda e se sentem mal num período de três semanas, a orientação é procurar atendimento médico.

A OMS enfatizou que verificações de saúde de rotina nas fronteiras ou em grandes eventos existem para proteger a todos.

A maioria dos casos de ebola neste surto atual estão ocorrendo em áreas remotas da República Democrática do Congo e a triagem está sendo realizada antes das pessoas viajarem das regiões afetadas.

Cuidados

Os torcedores que pretendem celebrar os jogos da Copa do Mundo devem tomar alguns cuidados com a saúde para que o evento transcorra sem problemas.

A recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde, o braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas, as comemorações ocorrem dentro e fora dos estádios e que a atenção com a saúde deve ser a mesma independentemente se o torcedor está em eventos públicos grandes em sua cidade ou dentro dos estádios.

Para quem viaja ao Canadá, aos Estados Unidos ou ao México, a Opas recomenda primeiro o cuidado pessoal que ajuda com o cuidado de todos.

Além do esquema vacinal completo, para a agência é fundamental que o torcedor esteja bem hidratado sempre, celebre sem álcool e ajude a fazer da Copa do Mundo um evento agradável e seguro para todos que participam.

Em campeonatos com grande presença do público é importante prestar na diversão com saúde. O continente das Américas registrou casos recentes de sarampo, e por isso, qualquer sinal de febre, erupções cutâneas e dificuldade para respirar devem ser levados a sério. A recomendação da agência da ONU é de que a pessoa deve procurar os serviços médicos rapidamente.

Ouvir os sinais do corpo e agir a tempo ajudam a proteger a saúde de cada um e de todos ao redor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também