Portugal foi hoje eliminado nos oitavos de final do Mundial de futebol de 2026, ao perder por 1-0 com a Espanha, em encontro disputado em Arlington, nos Estados Unidos.
Mikel Merino marcou, aos 90+1 minutos, o gol que eliminou a formação das ‘quinas’.
Na nona presença em Mundiais, a seleção lusa caiu pela terceira vez nos ‘oitavos’, repetindo 2010 e 2018, na primeira ocasião também batida pelos espanhóis (0-1).
Portugal conseguiu chegar às meias-finais em 1966 (terceiro lugar) e 2006 (quarto) e foi afastado nos ‘quartos’ em 2022. Em 1986, 2002 e 2014, ‘tombou’ na fase de grupos.
A formação das ‘quinas’ ficou no segundo lugar do Grupo K, após empatar com a República Democrática do Congo (1-1), golear o Azbequistão (5-0) e somar uma segunda igualdade, com a Colômbia (0-0), e, nos ’16 avos’, eliminou a Croácia (2-1).
Por seu lado, a Espanha, campeã mundial em 2010, segue para os ‘quartos’, nos quais defronta na sexta-feira, em Inglewood, pela 12:00 locais (20:00 em Lisboa), o vencedor do embate entre os Estados Unidos e a Bélgica.
A Espanha acaba por ser um justo vencedor também devido ao número de oportunidades de golo criadas durante todo o jogo, num cenário em que mais uma vez Diogo Costa foi chamado a intervir várias vezes.
O guarda-redes do FC Porto, que fez uma das melhores defesas do torneio quando impediu Baena ainda na primeira parte, termina a prova como a melhor unidade portuguesa no Mundial2026, já depois de ter realizado grandes exibições frente a Colômbia (0-0) e Croácia (2-1).
Possível Adeus
Os ex-futebolistas Nuno Viveiros e Cristopher Pilar, antigos colegas de equipe de Cristiano Ronaldo, assumem que o Mundial 2026 deverá ter sido o último do capitão, que deu muito à seleção portuguesa de futebol e pode sair com o sentimento de dever cumprido.
Após a derrota de hoje, Ronaldo poderá ter feito o último jogo num Campeonato do Mundo, segundo o próprio admitiu na conferência de antevisão.
O ex-futebolista Nuno Viveiros, de 41 anos, que privou com o capitão nas seleções jovens de Portugal, revela que, no lugar de Cristiano, seria isso que faria.
“Depende muito daquilo que for a opção dele e como se sente. Mas, pelo tratamento que tem recebido por parte das pessoas, no lugar dele, eu não arriscava sair pela porta pequena. Ele não merece isso”, vincou.
O antigo extremo-direito, entre outros, de Nacional e Estrela da Amadora, refere, ainda assim, que não ficaria surpreendido se Ronaldo, com quem conquistou o torneio Maurice Revello na seleção sub-20 em 2003, “tentasse fazer mais um ciclo”, até ao Europeu de 2028, no Reino Unido e na República da Irlanda, lembrando a “fome de vencer” do antigo companheiro.
Nuno Viveiros, que aos 43 anos trabalha na Direção Regional do Desporto, na Madeira, lembra também que, no dia em que Ronaldo abdicar da seleção, a Federação Portuguesa de Futebol vai perder muitas regalias comerciais e os portugueses, por outro lado, vão sentir muito a falta do seu ídolo.
“Muito dificilmente vamos voltar a ter outro jogador como o Ronaldo. Será uma perda muito grande para os portugueses e para a seleção nacional”, notou.
Por sua vez, o antigo guarda-redes luso-francês Cristopher Pilar, hoje com 41 anos, que partilhou balneário com Ronaldo nas camadas jovens do Sporting, entre 1998 e 2003, também admite que é sensato olhar para este como o último Mundial de Ronaldo.
“Ele sabe a preponderância que tem dentro do grupo de trabalho e, no próximo Mundial, em 2030, não estará dentro das condições que deseja” explicou.
Sobre o rendimento do capitão no Mundial2026, o ex-futebolista, hoje treinador, considera que Ronaldo, autor de três golos na prova intercontinental, teve o “rendimento expectável”, tendo em conta a idade.
Pilar, natural de Dijón, em França, jogou, com Ronaldo, na estreia de ambos serviço da seleção sub-15, em 24 de novembro de 2001, na vitória de Portugal sobre a congénere de África do Sul, por 2-1.
Nos tempos em que jogaram juntos, em Alcochete, Cristopher Pilar destaca o companheirismo, por um lado, assim como a competitividade e o desejo constante de superação de Cristiano Ronaldo.
“Era irreverente dentro de campo e peculiar fora dele. Muito competitivo nos exercícios de velocidade e de finalização, mas também ajudava sempre os colegas de equipa”, contou.
Recordista mundial de jogos, com 233 internacionalizações ‘AA’, e de golos, com 146 tentos, Cristiano Ronaldo já conquistou o Europeu 2016 e duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, ao serviço da formação das ‘quinas’.
Ronaldo esteve presente em seis fases finais de Europeus, desde 2004 até 2024, e cumpriu sexta presença em Mundiais, de 2006 a 2026, sendo mesmo o único jogador da história a marcar em seis edições diferentes de Campeonatos do Mundo.
Já no Mundial2026 tornou-se também no jogador mais velho de sempre a representar Portugal e no melhor marcador luso em fases finais de Campeonatos do Mundo, apenas mais uns dos muitos recordes que tem na sua posse, tal como o maior número de jogos, vitórias e golos por seleções na história do futebol mundial.
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— Portugal (@selecaoportugal) July 6, 2026




