As medidas do Governo português para responder à falta de professores permitiram atrair para a escola pública 6.500 docentes, mais do que os cerca de 4.000 que se reformaram este ano, segundo o ministro da Educação.
O balanço foi feito durante a audição regimental do ministro da Educação, Ciência e Inovação, ouvido hoje pela comissão parlamentar de Educação e Ciência.
Segundo a apresentação partilhada no início da audição, as medidas introduzidas em 2024 no âmbito do plano “+ Aulas + Sucesso” permitiram, no ano letivo 2025/2026, atrair 6.543 docentes.
“Eu não tenho os dados finais das apresentações, mas estão estimadas em cerca de 4.000. Isto quer dizer que estamos a aumentar significativamente o número de professores na escola pública”, sublinhou Fernando Alexandre.
No ano letivo que está prestes a terminar, chegaram à escola pública 5.535 novos professores e 1.008 regressaram ao sistema, pelo menos um ano após terem saído.
Por outro lado, 2.232 professores em condições de se reformarem aceitaram prolongar a carreira e foram contratados 227 docentes do ensino superior ou investigadores doutorados.
Outra das medidas para atrair e reter professores na escola pública foi a criação de um apoio à deslocação, para docentes colocados em escolas longe de casa, e que chegou, este ano, a 7.122 profissionais.
Durante a intervenção inicial, Fernando Alexandre fez ainda o ponto de situação do processo de recuperação do tempo de serviço congelado durante o período de intervenção da ‘troika’, que já beneficiou 89.922 professores.
Segundo o balanço feito pelo ministro, antes da recuperação integral do tempo de serviço, aprovada em 2024, apenas 32% dos professores estavam posicionados no 7.º escalão da carreira docente ou acima, percentagem que subiu para 63% após a segunda fase do processo, concluída em junho.




