Mundo Lusíada
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O mundo reagiu à crise política do país sul-africano Zimbábue. Após uma violenta campanha nas eleições do segundo turno, diversos Estados não reconhecem a eleição de Robert Mugabe como presidente. Mugabe, que governa o país há 28 anos, perdeu o primeiro turno das eleições por pouca diferença do seu opositor, e até o segundo turno das eleições, esteve ameaçando apoiadores do outro partido. O ditador chegou a afirmar que, caso não ganhasse o segundo turno, o país entraria em guerra. A reeleição do ditador está sendo condenada aos olhos dos EUA, União Européia, União Africana. A Europa condenou o segundo turno, e alguns países preparam aumento das sanções, e apóiam punição pela ONU. Os Estados Unidos pediu embargo internacional de armas contra o país e redigiu proposta de sanções para votação nas Nações Unidas. Já na África, as opiniões se dividem quanto ao reconhecimento de Mugabe. Zâmbia, Tanzânia, Uganda condenaram a realização do segundo turno, e Quênia chegou a pedir a suspensão do Zimbábue na União Africana. A África do Sul, mediadora da crise, tenta uma coalizão entre oposição e governo. Quase 90 simpatizantes do opositor a Mugabe, Morgan Tsvangirai, foram mortos e cerca de 200 mil desalojados, durante a campanha do 2º turno no país. Tsvangirai acabou desistindo das eleições por conta da forte opressão do governo. Testemunhas relataram que cidadãos foram obrigados a votar, mesmo com a desistência de Tsvangirai. Sem estrangeiros Robert Mugabe, em entrevista à imprensa estatal angolana, disse que os problemas do país vão ser resolvidos "sem interferências estrangeiras". Para ele, Zimbábue "já não é uma colônia britânica" e a crise vai ser ultrapassada com "as idéias dos zimbabuanos" e "não com a interferência dos estrangeiros". Mugabe agradeceu ainda a seu "irmão-herói", o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, a “solidariedade” manifestada ao povo zimbabuano e expressou o desejo de trabalhar com Angola na “resolução dos problemas” do Zimbábue. Sobre a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a resolução dos problemas, disse estar agradecido pelo trabalho dos observadores da SADC – liderados pelo ministro angolano dos Esportes, Marcos Barrica. Neste 07 de julho, sublinhou que a crise econômica que o país atravessa deve ser ultrapassada com o relançamento da agricultura, mas afirmou que suas idéias “estão fora das opções políticas européias”, contando “com todas as forças vivas do país para a resolução dos problemas do Zimbábue”. A exploração de minérios (como ouro, ferro, cromo e cobre) é outra das apostas de Mugabe para fazer o país sair da crise. O presidente recém-reeleito admitiu que falta dinheiro ao Zimbábue para avançar na exploração destes recursos, mas enfatizou estar preparando parcerias com China, Rússia, Irã, Indonésia e Malásia para viabilizar os projetos. Segundo divulgou a Lusa, o presidente do Zimbabue destacou ainda as boas relações que mantém com o Brasil e com alguns países da América Latina, como Venezuela, Argentina “e os grandes amigos cubanos”. Com Agencias
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