Da Redação Com Lusa
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O armador italiano Grimaldi reforçou com mais um navio a rota entre o Porto de Paranaguá (no estado do Paraná) e Angola para suprir o aumento da demanda por transporte marítimo. A rota chega agora a três embarcações. Em um ano, desde que a linha começou a ser operada com apenas um navio, já foram exportadas para Angola 1.371 unidades de cargas rolantes, entre veículos, caminhões, rebocadores, carrocerias, ônibus, maquinários e tratores. "Este crescimento tem sido contínuo. São exportados veículos e contêineres, numa média de 2 mil toneladas de carga em cada navio", afirmou o gerente da operadora marítima Oceanus, Wellington Borba dos Santos, à Agência Estadual de Notícias do Paraná (AEN). "O produto brasileiro é adequado a países em desenvolvimento, como Angola, para onde são enviados tratores, caminhões e ônibus, em virtude das boas condições rodoviárias do país", declarou o diretor de operações da Grimaldi, Miguel Malaguerra, citado pela mesma fonte. Entre as empresas que mais têm recorrido à rota marítima Paranaguá-Angola estão fabricantes de automóveis e maquinário, como Volvo e Rondon. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior indicam que as exportações brasileiras para Angola continuam em forte alta, tendo crescido 66,9% nos cinco primeiros meses do ano, chegando a US$ 606 milhões. 3 Navios O próximo navio com destino a Angola atracou em Paranaguá dia 26 de agosto. No “Al Hurreya” esteve previsto o embarque de 80 caminhões Volvo e trailers da Randon, totalizando 114 unidades de cargas rolantes (1.300 toneladas). Além disso, 80 contêineres também serão exportados no navio, com 800 toneladas no total. Para o mês de setembro, três navios já estão programados para atender a linha africana: “Thebeland” (03), “Fast Arrow” (12) e “Al Hurreya” (25). De acordo com Carlos Ogliari, gerente para assuntos institucionais e governamentais da Volvo, a regularidade da rota e as atracações semanais têm servido como bons argumentos para ampliar os negócios com Angola, segundo divulgou Portugal Digital.
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