Da Agencia Lusa
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O vice-presidente da agência Turismo de Portugal, Frederico Costa, considerou na terça-feira, 01 de setembro, que a gripe A (H1N1) terá um "impacto negativo" no setor e defendeu que uma boa informação é o "ponto-chave" para minimizar as consequências da doença. "Sabemos que vai ter um impacto negativo, que pode ser grande, mas estamos também em período de crise complicada a nível internacional e dificilmente se conseguirá distinguir em 2009 o que será alguém alterar o comportamento por via da crise ou da gripe", afirmou Costa, durante uma conferência em Lisboa sobre a nova gripe. Apesar disso, Frederico Costa afirmou que "não há dúvida de que [a gripe A] vai alterar o comportamento das pessoas" e as suas decisões sobre os destinos a visitar. "A existência de uma boa rede hospitalar, boas condições de saneamento básico, higiene pública e a percepção de planos de contingência vão ter um impacto muito forte na decisão de viajar e das pessoas terem férias em certos destinos", declarou. Frederico Costa sublinhou ainda que "Portugal depende muito do turismo" e que necessita continuar informando e comunicando sobre a doença como tem sido feito até agora. "A forma como as autoridades oficiais em Portugal estão a reagir, a prever e a precaver é ímpar a nível europeu", ressaltou. Além disso, o setor do turismo também tem vindo a se preparar e a "trabalhar dentro e fora de casa para poder minimizar as consequências da gripe", acrescentou. "São milhões de pessoas e é muito importante informar toda a gente para que a doença seja controlada", disse, destacando o trabalho que tem sido realizado com as associações do setor: "Todos os parceiros de atividade turística estão preparados para informar sobre a gripe A". Para Frederico Costa, o que mais preocupa o sector não é a capacidade que das autoridades oficiais, públicas e privadas em dar resposta, mas sim a informação veiculada. "O setor do turismo pode ficar abalado se a comunicação não for bem feita", acrescentou.
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