Cultura e arte portuguesa na ExpoDubai em dia de Nações Unidas

Os Pauliteiros de Miranda, do distrito de Bragança, durante a sua atuação na ExpoDubai 2020. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Mundo Lusíada com Lusa

Este domingo foi dia de inauguração, frente ao Pavilhão de Portugal na Expo 2020 Dubai, de uma peça de arte urbana, intitulada ‘Pinguins de Magalhães’, feita com material reciclável pelo artista português Bordalo II, em homenagem ao navegador português Fernão de Magalhões. Houve ainda atuações dos Pauliteiros de Miranda do Douro, arrancando aplausos do público, além de momento musical com guitarrista Luísa Amaro, acompanhada do músico Gonçalo Lopes.

“Acreditamos que celebrar a diversidade é importante, os Pauliteiros estão aqui ao nosso lado celebrar a diversidade, (…) Portugal soma a sua identidade e soma a sua cultura para construir essa diversidade e para promover a tolerância e os Pauliteiros são uma demonstração dessa identidade que se soma à diversidade”, declarou Eurico Brilhante Dias, secretário da Internacionalização, à agencia Lusa.

A guitarrista portuguesa Luísa Amaro, que atuou no sábado e domingo em Dubai, manifestou-se, em declarações à Lusa, satisfeita por participar na exposição mundial, salientando que trazer a identidade da guitarra portuguesa “tem mais valor”. “Cada país tem a sua identidade e é nessa diversidade que depois também tudo se une e a guitarra pode ser aquele elemento que vai unindo, conforme se vai viajando pelo mundo e no fundo, tal como Portugal, acho que tem o mundo dentro de si”, disse Luísa Amaro.

Também os Pauliteiros de Miranda arrancaram aplausos de uma plateia multicultural, composta por visitantes provenientes de vários países, no decurso das duas atuações na Expo Dubai 2020, numa altura em que procuram o reconhecimento  da Unesco.

Os Pauliteiros de Miranda dançaram na área frontal do pavilhão de Portugal instalado nesta exposição  mundial  no dia que é  dedicado às Nações Unidas e que não deixou os visitantes indiferentes ao som da gaita de foles, caixa de guerra e bombo. O característico bater dos paus e as castanholas de madeira, mostram que a sonoridade é importante para estas danças ancestrais.

Danças ou “lhaços” como o Assalto ao Castelo, 25 de Roda, Fado, entras do seu vasto reportório que assenta no cancioneiro  e danças tradicionais do Planalto Mirandês não deixaram indiferentes quem se concentrou em frente ao pavilhão de Portugal para assistir a este evento tido como “único”.

Pinguins

“Pinguins de Magalhães”, feita com plástico dos oceanos, a celebrar os 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães chamou atenção.

Esta “é uma peça que nós quisemos hoje mostrar no dia das Nações Unidas na Expo 2020, o Magalhães circum-navegou o mundo e esta é uma peça que traz três pinguins executados por Bordalo II [Artur Bordalo] com plástico recolhido nos oceanos e é uma intervenção que se coloca junto dos objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas”, prosseguiu o governante Eurico Brilhante.

“É um contributo que Portugal dá centrado nos oceanos, um tema que nos é muito caro”, depois, “é uma parte do nosso legado pós-Expo porque esta intervenção ficará aqui nos Emirados Árabes Unidos e é uma oferta que nós damos de Portugal” ao país, acrescentou.

“Hoje era o dia ideal para fazer esta oferta e ao mesmo tempo para nos alinharmos bem no dia das Nações Unidas com os objetivos de desenvolvimento sustentável”, salientou.

Também José Marques, presidente da Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação comandada por Fernão de Magalhães, acompanhou a inauguração e comentou no mesmo sentido.

“Portugal tem uma perspetiva global, em que, hoje, como há cinco séculos, o Oceano, o oceano de Magalhães que nos une a todos, é um desígnio prioritário/estratégico de Portugal, um desígnio prioritário/estratégico para o mundo. Valores assumidos também pelo programa de comemorações do V Centenário da Primeira Circum-navegação que aqui assinalamos, nomeadamente a valorização do conhecimento, redes de cooperação e o oceano e a sua sustentabilidade como valores transversais.”

Expo

Questionado sobre as mais de 42 mil visitas ao Pavilhão de Portugal, o governante disse que há objetivos fixados, mas que ainda se está no início porque as temperaturas agora é que vão começar a descer progressivamente.

“Ainda estamos na fase mais quente (…) e temos tido muita adesão. A adesão já superou os 40 mil e nós sabemos que somamos a isto um restaurante que está já no ‘top ten’ dos restaurantes da Expo, portanto, há muita gente que vem para o Pavilhão para a gastronomia portuguesa, para o vinho português, a Concept Store está a funcionar muito bem como zona de passagem e de ilustração de produtos portugueses e temos expectativa que seja crescente, sabendo que a partir de dezembro, janeiro, tendencialmente os números serão maiores, é isso o que nos diz o passado e essa também a perspetiva dos organizadores”, argumentou.

Eurico Brilhante Dias destacou a “localização fantástica” do Pavilhão Português, que fica junto da zona de concertos, uma área de tráfego de pessoas, em declarações à Lusa.

“Teremos já em novembro a semana do mobiliário, teremos a semana da moda em dezembro e temos uma programação empresarial que acompanha em paralelo com a programação cultural e científica, estamos muito empenhados e hoje é um dia bom para Portugal na Expo 2020”, concluiu.

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