Da Agencia Lusa
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A formação profissional de angolanos para integrar as empresas da construtora portuguesa Mota-Engil no país africano é uma das apostas da empresa para crescer neste mercado. Em entrevista à Agência Lusa, o presidente da comissão executiva da empreiteira, Jorge Coelho, disse que a Mota-Engil "já tem tudo preparado" para a criação de um centro de formação profissional que terá três cursos, envolvendo uma centena de pessoas. Paralelamente a esta iniciativa, ainda sem data para começar suas atividades, a construtora vai iniciar, em fevereiro de 2009, um curso profissionalizante para portugueses e angolanos, em parceria com a Universidade Católica de Portugal. Coelho declarou que o objetivo da aposta na formação de angolanos pressupõe a substituição gradual dos mais de 600 expatriados portugueses que o grupo tem em Angola em um universo de 5.000 trabalhadores. O presidente da comissão da Mota-Engil explicou que o mercado angolano "tem um peso muito importante para o grupo", que atua em Angola há mais de 60 anos na área de engenharia e construção civil, embora não tenha revelado o volume de negócios no país. O grupo português também iniciou atividade em outra área, a de meio ambiente e serviços, em parceria com o Banco Privado Atlântico (capitais angolanos), com a criação da empresa Vista, que já iniciou a sua atividade de recolhimento e tratamento de resíduos. Angola, Maláui, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe são os países onde o grupo está presente. "Mas pretendemos ter presença em outros países africanos", afirmou.
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